Pesquisas apontam que as mulheres são as que mais sofrem depressão no Brasil 

Com o tema “A vida é a melhor escolha”, campanha Setembro Amarelo revela dados alarmantes da doença no país 

Publicado em 08/09/2022 - 11:12

Brasília (DF) – Setembro é o mês de conscientização e prevenção ao suicídio. No Brasil, o número de pessoas com algum tipo de transtorno mental aumentou significativamente. A maior parte dos casos registrados é entre as mulheres, que enfrentam rotinas estressantes, estão mais propícias a vulnerabilidade social e a violência doméstica.

Segundo a última pesquisa realizada, em 2019, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) foram registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 1 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.

Segundo o psicólogo Fernando Dugone, o aumento nos casos de suicídio vem chamando bastante atenção, sobretudo durante a pandemia. “A pandemia abalou o estado psicológico de muitas pessoas. Fomos obrigados a fazermos isolamento social. Isso gerou estresse, irritabilidade, esgotamento físico e mental e um excesso de descarga emocional. Na maior parte das mulheres, à violência doméstica (sendo física e psicológica), se tornou um fenômeno crescente no mundo. Essa prática afeta a saúde mental e provoca um sofrimento profundo e silencioso, no qual a mulher passa a se sentir inferiorizada e até mesmo culpada por sofrer a violência”, disse.

De acordo com a pesquisa Vitigel 2021, a depressão afeta mais as mulheres (14% dos casos), do que os homens ( 7%).  Para Fernando, um dos fatores que podem provocar o suicídio, a ansiedade e a depressão é a falta de autocuidado e valorização própria. “Precisamos ter um olhar mais especial para nós mesmos e quebrar nossos próprios tabus. Você não está sozinha e não é vergonha pedir ajuda quando uma tristeza, angústia, raiva, irritabilidade, desgaste emocional vem com muita frequência e demora ir embora. Procure sempre sua rede de apoio família, amigos, vizinhos e ajuda psicológica”, destacou.

 Texto e Edição: Ascom Mulheres Republicanas 
Foto: divulgação 

 

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