Vou governar sem guardanapo na cabeça, sem greve de fome e sem escândalos, disse Crivella

Entrevista foi feita pelo SBT em parceria com o UOL e a Folha de São Paulo

Publicado em 11/8/2014 - 00:00

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Entrevista foi feita pelo SBT em parceria com o UOL e a Folha de São Paulo

 

Rio de Janeiro (RJ) – Marcelo Crivella, candidato do PRB ao governo do estado do Rio de Janeiro, foi entrevistado na última semana no SBT, em sabatina em parceria com o UOL e a Folha de São Paulo. Crivella listou pontos importantes de seu plano de governo em diversas áreas, como saúde, educação e segurança. Questionado sobre a ausência de partidos coligados e o pouco tempo de TV, reafirmou que uma vez eleito seu compromisso será com o povo que o elegeu e com compromissos éticos.

“Meu sonho é ganhar essa eleição sem coligação partidária e com pouquíssimos recursos, porque de uma coisa eu tenho certeza: vou governar sem guardanapo na cabeça, sem greve de fome e sem escândalos. Vamos criar um novo marco institucional, fazer um governo sem acordos políticos. Minha aliança será com o povo mais sofrido”, afirmou Crivella.

“Tenho pouco tempo de TV em relação ao Pezão, mas em relação ao que já tive é uma minissérie”, concluiu Crivella, com descontração.

Vou-governar-sem-guardanapo-na-cabeca-sem-greve-de-fome-foto-ascom-campanha-Crivella-002Assunto dos mais debatidos na campanha, Crivella demonstra firmeza em relação a suas propostas para a segurança pública. “Ninguém em sã consciência pode retroceder um milímetro em relação às UPPs. Ninguém pode admitir que o traficante seja o dono do morro, que mande na vida das pessoas. Agora, não pode ser como o Titanic, que só tinha botes salva-vidas para os ricos. Precisamos fazer mais investimentos: os efetivos policiais, por exemplo, estão pela metade. Fiz um projeto que faculta aos policiais da reserva voltarem à ativa; eles têm experiência e podem ajudar muito nesse momento de crise”, observou Crivella.

Além de reforçar os efetivos, Crivella quer incentivar o empreendedorismo no interior das comunidades. “Quero levar a Zona Franca Social às comunidades, dando isenção de impostos a empresas que se instalarem nesses locais. Para fortalecê-las, o governo pode encomendar suas compras a elas: seja a o uniforme das crianças, as roupas de cama dos hospitais, as placas de trânsito, entre outras coisas”, sugeriu o candidato do PRB.

Crivella reconhece a importância de investir em hospitais de qualidade e profissionais capacitados, mas acredita que o principal problema da saúde pública no estado passa pela prevenção. “Uma boa gestão de saúde começa com prevenção. Nesse aspecto, temos de dar água de qualidade para as pessoas. A água existe, mas ela hoje está no carro-pipa e não no cano da casa das pessoas. Sem água de qualidade, temos menos higiene e mais doenças. Podemos colocar água em todas as casas, é só rasgar o chão e colocar as adutoras, fazer as redes de distribuição. É possível fazer, basta ter vontade política”, frisou Crivella, que é engenheiro.

Ao ser questionado sobre a Fazenda Nova Canaã, no sertão da Bahia, Crivella usou o projeto como exemplo para citar a necessidade de dar escola integral para todos. “É fundamental termos escolas integrais no estado. Nesse aspecto, demos o exemplo com a Fazenda Nova Canaã, que deu muito certo. Até hoje as pessoas me param a todo instante nas ruas para falar sobre a iniciativa”, disse Crivella.

Um dos orgulhos de Crivella é o desempenho do Ministério da Pesca sob sua gestão. Com orçamento exíguo, os resultados foram auspiciosos. “Pegamos um ministério pequeno e mostramos resultado, desburocratizando o licenciamento ambiental, criando o plano safra de pesca e aquicultura e dobrando a produção de pescado no Brasil. Isso não é pouca coisa, mas ainda temos muito a fazer, como reduzir a importação de peixes que hoje nos consome quase um bilhão de dólares por ano”, avaliou Crivella.

Criador do Cimento Social, projeto de habitação popular que constrói casas em três dias e proporciona moradias mais dignas a moradores das comunidades do Rio, Crivella citou o programa como fundamental em sua gestão à frente do estado. “O Cimento Social é um grande projeto porque transforma barracos em lares dignos, e é bem diferente do Minha Casa, Minha Vida, já que o morador não tem compromisso com prestação e condomínio. Primeiro buscamos reformar as casas, se não for possível construímos as casas, em apenas três dias”, citou Crivella.

Uma das principais propostas previstas no plano de governo de Crivella é a transformação dos trens suburbanos em metrô de superfície, com drástica redução no tempo de viagem e aumento significativo de pessoas atendidas. “Estou sempre conversando com eleitores na Central, e as pessoas reclamam muito de superlotação e desconforto. Precisamos transformar os trens em metrô de superfície. É possível fazer. Vamos gastar metade do que o governo está gastando para levar o metrô à Barra, e vamos beneficiar o povo trabalhador mais sofrido que vive na Zona Oeste e na Baixada Fluminense. Nos dez anos de Senado, o que mais fiz foi assinar empréstimos do Banco Mundial para as áreas de água, saneamento e transportes. É o tipo de investimento que se paga tranquilamente”, argumentou Crivella.

Ao ser questionado sobre as pesquisas eleitorais, Crivella mais uma vez usou de descontração para se referir a seu baixíssimo índice de rejeição, o menor de todos, ao contrário de seu principal concorrente, o ex-governador Anthony Garotinho, disparado o mais rejeitado pela população fluminense, segundo todas as pesquisas. “O mais significativo é que estou em primeiro nas pesquisas e em último na rejeição. Tinha que estar vivo para ver isso”, disse Crivella, orgulhoso por ver seu trabalho político reconhecido pela população.

Fonte e fotos: Ascom – Campanha Marcelo Crivella

 

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