Violência nas escolas é tema de audiência pública no DF

Preconceito também está presente nas instituições e se manifesta por meio de agressões físicas e verbais

Publicado em 16/06/2011 - 00:00

Violência nas escolas é discussão em audiência
Preconceito também está presente nas instituições e se manifesta por meio de agressões físicas e verbais

Brasília (DF) – Nesta quarta, 15, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias promoveu audiência pública para discutir soluções para a violência nas escolas. O debate foi proposto pelos deputados Ricardo Quirino (PRB-DF) e Erika Kokay (PT-DF). Entre os debatedores, o apresentador da TV Record Giulianno Cartaxo, autor de reportagens sobre o assunto. Dezenas de alunos da rede de ensino do Distrito Federal também acompanharam e discutiram o tema.

Ricardo Quirino mostrou a pesquisa feita pela Secretaria de Educação do DF, que ouviu quase 10 mil alunos e mais de 1300 professores. Segundo o censo, 69% dos estudantes e 71% dos professores já presenciaram violência física dentro da escola, e 15% dos alunos e 7% dos professores disseram ter sido vítimas de violência. Além disso, 27% dos alunos e 16% dos professores já foram roubados no colégio.

A pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora e professora do curso “Juventude, Diversidade e Convivência Escolar”, advertiu que o preconceito – social, racial e de gênero – é muito presente nos colégios brasileiros. Segundo ela, a discriminação se manifesta por meio de agressões verbais e físicas. “Agressão verbal é o que temos de mais corriqueiro. 75% dos estudantes já foram xingados, conforme pesquisa nacional”, disse.

O estudante Lucas Dutra, de 16 anos, do Centro de Ensino Médio 1 do Núcleo Bandeirante (DF), sugeriu que as denúncias de violência no ambiente escolar pudessem ser anônimas e por escrito, a fim de evitar represálias.

Infraestrutura

A professora Rita de Cássia, viúva do professor Carlos Mota, morto há três anos por um ex-aluno do Centro de Ensino Fundamental Lago Oeste (DF), cobrou mais investimentos em educação, principalmente na capacitação de professores e na infraestrutura das escolas. Além disso, Rita citou o problema da evasão escolar.

“De 100 crianças matriculadas no primeiro ano, apenas 51 terminam o ensino fundamental”, afirmou, advertindo que muitos alunos têm de trabalhar para ajudar a família.

Compareceu também no debate o subcomandante do Batalhão Escolar do Distrito Federal, Valtenio Antonio de Oliveira. Ele explicou que o órgão promove palestras para orientar alunos e professores, além de fazer o policiamento próximo aos colégios. Porém afirmou que, a principal forma de fazer a segurança das escolas é estabelecer canais de comunicação.

O deputado Márcio Marinho (PRB-BA) lastimou que a educação não seja a preferência no País. Marinho criticou que, enquanto as escolas estão abandonadas, são gastos recursos significativos com a realização da Copa do Mundo de 2014.

Fonte: Agência Câmara Notícias

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