Sou pré-candidato

Artigo escrito pelo empresário Flávio Rocha, pré-candidato à Presidência da República pelo PRB

Publicado em 28/03/2018 - 00:00

Os últimos 18 meses foram históricos para a Riachuelo. Chegamos a lucros recordes, alcançamos a marca de mais de 300 lojas e revolucionamos o setor. Estava à frente de 40 mil missionários da moda. Era o melhor emprego do mundo. Mesmo assim, estava angustiado. Isto porque minha empresa foi uma ilha de prosperidade em um país com freio de mão puxado.

Essa angústia e inconformismo geraram um movimento, o Brasil 200. A constatação era óbvia: os governantes que serão eleitos em 2018 estarão à frente do País na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil. E ficou a pergunta: já raiou a liberdade no horizonte do Brasil? Não. Absolutamente, não. Incontáveis brasileiros têm histórias de horror para contar.

Empreendedores, trabalhadores e profissionais liberais formam uma legião de heróis do setor produtivo brasileiro. Estou falando de 98% da população, que puxa a carruagem desse país. E todos nós temos experiências de inovação e empreendedorismo sufocadas pele elite estatal. Os burocratas desse país sugam recursos de quem produz, gera emprego e renda. Eles roubam o futuro dos mais pobres. Porque a real transferência de renda no Brasil acontece de pobre para rico. O Robin Hood do governo arranca quase 40% da nossa riqueza para se autossustentar. Não é o Estado que serve ao povo. É o povo que serve ao Estado. Bancamos ‘supersalários’, mega aposentadorias, benefícios, mordomias e tudo mais que causa náusea e revolta a todos os brasileiros que sabem o valor do dinheiro. O valor de cada gota de suor para conquistá-lo.

Ninguém do lado de cá do balcão tem o poder de emitir dinheiro. Então, o sustento só chega trabalhando. Esse estado de coisas começou a reverberar a nossa mensagem. O Brasil 200 passou da casa dos 230 mil seguidores nas redes sociais em pouco mais de 60 dias. Falávamos a multidões por todo o Brasil.

A mensagem chegou aonde devia chegar: as pessoas trabalhadoras. E o retorno foi inesperado. O pedido por uma candidatura minha à Presidência da República começou a se tornar frequente. Cidade após cidade, evento após evento, plateia após plateia. Não era esse o objetivo, mas eu me coloquei para servir o movimento. E, sim, servir ao Brasil.

Não vou mais postular uma reeleição ao cargo de presidente da Riachuelo. Porque a pré-candidatura à Presidência da República se tornou uma realidade. O Partido Republicano Brasileiro é casa que encontrei. É uma forma de retornar à política por meio de uma nova família. Temos muito em comum: ideais liberais na economia e conservadores nos costumes.

É a vez é do indivíduo. É vez da família. É a vez da livre-iniciativa. Não se trata aqui de levantar uma bandeira careta. É bandeira, sim, de libertação. Temos de ser livres das vontades e burocracias do Estado. Isto vale para a nossa casa, o nosso trabalho e nossas empresas. Queremos um Estado servidor. Não um opressor, que intervém em tudo.

O PRB embarcou nessa jornada comigo e o Brasil 200. E aventura apenas começou. Temos uma independência a conquistar. Desta vez, não é a libertação de um território, mas de um povo inteiro.

*Flávio Rocha é empresário e pré-candidato à Presidência da República pelo PRB

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