Twitter ganha ferramenta para combater violência contra a mulher

Ferramenta ajudará mulheres que sofrem violência doméstica, principalmente durante o período de pandemia

Publicado em 01/08/2020 - 08:30

Brasília (DF) – Na última terça-feira (28), o Twitter, rede social muito usada por influenciadores, intelectuais e políticos, ganhou no Brasil uma ferramenta que vai ajudar no enfrentamento à violência contra a mulher. As informações para a implementação da hastag #ExisteAjuda foram produzidas pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).

A ferramenta consiste em uma notificação na área de busca da plataforma, com links úteis para pesquisas relacionadas ao tema. Os usuários serão levados a páginas com informações sobre o Ligue 180, violência doméstica e familiar e sobre a rede de atendimento a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social e econômica.

A deputada federal e secretária nacional do Mulheres Republicanas, Rosangela Gomes, comemora a iniciativa e fala da importância da prevenção e conscientização nas redes sociais. “Muitas vezes, a mulher vítima de violência vê nas redes sociais o único meio de acesso livre ao mundo. Garantir informação de prevenção e conscientização nas mídias será de muita valia para aumentar a denúncia. Tenho certeza”, pontuou.

A ferramenta é um projeto da área de Políticas Públicas do Twitter em parceria com Twitter Women, grupo de funcionárias da empresa. A secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto (Republicanos), destaca que só será possível mudar a realidade da violência contra a mulher, que mata milhares de mulheres e destrói famílias, com conscientização de toda a sociedade. “A ferramenta busca auxiliar as mulheres que estão em situação de violência com informações sobre o que é violência e os diversos canais de denúncia”, disse.

Como funciona

Ao escrever palavras e termos relacionados a alguma forma de violência relacionada à mulher no campo de busca do Twitter, o primeiro resultado a ser visualizado é uma notificação para que a pessoas saibam que podem procurar ajuda.

Nos links disponíveis, os usuários acessam o Ligue 180 e a página do MMFDH para obter mais informações a respeito do assunto. Além de mulheres em situação de violência, o recurso pode ser utilizado por testemunhas e outras pessoas que tomem conhecimento ou presenciem casos de violência à mulher.

Texto: Gisele Rocha / Ascom – Mulheres Republicanas, com informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Foto: Reprodução

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