TPM: pesquisadora cria inseticida que mata mosquito da dengue

TPM: pesquisadora cria inseticida que mata mosquito da dengue

A doença que tem crescido no país, preocupa autoridades

Publicado em 14/07/2020 - 08:30

Brasília (DF) – Com a pandemia do coronavírus, os casos de dengue se espalharam e cresceram em todo o país. Somente neste ano são mais de 500 mil diagnósticos da doença. Somente no Distrito Federal, por exemplo, o aumento foi de 30% com relação ao mesmo período do ano passado.

Porém, essa realidade pode ser mudada graças a uma pesquisadora da Paraíba, que criou o inseticida que mata o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e a chikungunya.

Fabíola Cruz, pesquisadora que coordena a equipe, explica que o produto é à base do extrato de sisal, uma planta cultivada em regiões semiáridas. O inseticida além de ser barato, não é tóxico para outros animais. A planta é produzida no Nordeste o que se viabilizada, vai gerar o aumento da economia nas regiões.

“Hoje, os produtores que vivem da cultura do sisal têm a sua renda muito diminuída porque a planta vem perdendo importância. Já teve muita relevância no passado, porque a fibra do sisal era muito utilizada na indústria, e hoje está sendo substituída por fibra sintética. Quando a gente faz uma descoberta como essa, isso volta a tornar o sisal importante”, concluiu a professora.

Para a deputada federal Rosangela Gomes, líder do Mulheres Republicanas, o caso da Fabíola mostra que as mulheres têm se destacado em ramos importantes da sociedade. “As mulheres estão saindo dos bastidores e ocupando os seus lugares. Por muito tempo fizeram a gente acreditar que não podíamos integrar certos tipos de áreas profissionais e esses exemplos nos mostram que podemos ser quem quisermos”, reitera a parlamentar.

Cuide-se

Mantenha limpo o quintal de casa e retire possíveis objetos que possam acumular água, como vasos de plantas, pneus, piscina sem uso e faça a devida manutenção nos recipientes. Além disso, roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção.

Caso tenha algum sintoma de dengue, como febre maior que 38,5º, dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos e manchas pelo corpo, procure um profissional da saúde para o diagnóstico exato da doença.

Texto: Gabbriela Veras | Ascom – Mulheres Republicanas, com informações do Ministério da Saúde
Foto: Reprodução

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