Por que não queremos envelhecer?

Mensagem do Secretário Nacional do Idosos Republicanos, deputado federal Ossesio Silva

Publicado em 09/07/2020 - 09:39

Muitas vezes a pessoa quer viver por um longo tempo, porém não quer envelhecer. Qual o motivo dessa aversão?!? A resposta a esse questionamento parte da constatação de que o envelhecimento gera incertezas, medos e dúvidas, por estar constantemente associado a aspectos negativos, tais como: doenças, dependências, debilidades, mudança de aparência, exclusão social, dentre outros.

A própria visão que a sociedade tem do idoso contribui na construção desses conceitos negativos e depreciativos, o que leva a uma rejeição ao processo de envelhecimento. Essa situação se propaga ao longo dos séculos, fazendo com que os idosos sejam vistos como seres inúteis e descartáveis, como um fardo a se carregar.

Será que de fato os idosos estão destinados a serem tristes, doentes, inúteis, excluídos, vivendo cada dia de forma passiva, enfadado e sem motivação? Não, com certeza não! Precisamos ampliar nosso entendimento e assumir que envelhecer é um processo contínuo, gradativo e irreversível que se inicia desde a nossa concepção, por isso devemos nos tornar protagonista desse processo.

Embora envelhecer possa trazer consigo alterações fisiológicas, ocasionando maior vulnerabilidade e maior incidência patológicas, não é sinônimo de doença e nem implica em dependência e falta de autonomia. Conforme pode-se constatar, muitos são os exemplos de idosos que vivem sem se deixar limitar pela idade. Podemos identificá-los na corte máxima do Judiciário, e demais Tribunais Superiores, no Congresso Nacional, na Presidência da República, nos poderes dos estados e municípios, nos idosos que são os arrimos de suas famílias bem como, aqueles que continuam inseridos no mercado de trabalho formal ou informal, contribuindo com o fortalecimento da economia brasileira. Temos também aqueles que, voluntariamente, participam de Conselhos Municipais e Estaduais ou até mesmo de Associações e Instituições Filantrópicas agregando experiências e compartilhando conhecimentos preciosos que consolidam as ações desenvolvidas por esses órgãos e entidades.

Portanto, mesmo sabendo que as pessoas envelhecem de forma pessoal e diferenciada, se quisermos que o envelhecimento seja uma experiência positiva com qualidade de vida, precisamos encará-lo como um processo a ser planejado e não como algo a ser evitado.

Partindo dessa premissa, concluímos que, precisamos urgentemente mudar nossos conceitos negativos e depreciativos. Paradoxalmente, os elementos positivos do envelhecimento precisam ser melhor abordados nas escolas e nos ambientes sociais, visando eliminar preconceitos e produzir conhecimentos diferenciados e transformadores sobre o assunto.

Respeitar as pessoas idosas deve ser um compromisso de todos nós. O jovem de ontem é o adulto de hoje e o avô de amanhã. Por isso, semear o respeito e a valorização às pessoas idosas é indispensável e fundamental para a construção de uma cultura em que o processo de envelhecer seja vivido sem o estigma da inutilidade ou como um fardo a se carregar, independentemente desse processo ser de forma ativa ou patológico.

Mensagem do Secretário Nacional do Idosos Republicanos, deputado federal Ossesio Silva

 

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