Mês da juventude: é hora de falar da morte de jovens negros

 

A divulgação de mais uma edição do Atlas da Violência, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostra que 75,5% das vítimas de homicídio no país são negras, maior proporção da última década. O crescimento dos registros de assassinatos no Brasil acabam por superar os dados de 2017, de modo que traz a necessidade de reabrir um diálogo sobre a cor dessa violência.

A priori, dos dados apresentados pelo IPEA, os jovens negros são as maiores vítimas dessa violência, sendo que a maior parte desses jovens são do Nordeste brasileiro. A ausência de uma política pública efetiva, que de fato desconstrua uma realidade vivida por boa parte dos jovens brasileiros dentro das comunidades, é notória. Um trabalho portentoso precisa ser feito para reverter esses dados. Essa reversão só será possível com investimentos principalmente na educação e na socialização dos jovens.

Salienta-se que a escola de qualidade precisa ser tratada como direito e não como privilégio para uma pequena parcela populacional. Pesquisas revelam ainda que, na maior parte das vezes, o jovem vítima de homicídio está fora da escola ou em vias de abandoná-la.

Verifica-se que é preciso criar uma nova perspectiva de vida para a juventude negra periférica, pois esta é, sem dúvida, a maior vítima desta violência. É preciso trazer novo sentido às políticas de igualdade racial, sendo que elas precisam ser apartidárias, que gerem perspectivas reais de mudança de vida para população negra, criando espaços de inclusão, que permitam a profissionalização e a liberdade financeira do jovem negro.

Em suma, a violência tem cor, sexo e classe muito bem definida, ela é preta e pobre. Esvai desde a privação de uma escola digna que permite o desenvolvimento infantil garantindo os seus direitos, que desconstrua o preconceito e a discriminação presentes no mercado de trabalho, celetista e muitas vezes racista. A morte social que mata a esperança de um futuro melhor para juventude negra não se trata de vitimismo e sim de uma realidade que ainda não é vista como prioridade governamental.

*Gilberto Barreto Jr. é coordenador do PRB Juventude no Estado da Bahia

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