Fim da violência contra as mulheres é uma batalha diária

Fim da violência contra as mulheres é uma batalha diária

A cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal no nosso país. A cada dois minutos uma se torna vítima de arma de fogo. Ou seja, quando você terminar de ler esse artigo, dezena de mulheres terão sofrido algum tipo de violência. Os dados alarmantes, assustadores e tristes são do Instituto Maria da Penha, mulher notável que fez e faz a diferença na vida de muitas pessoas, mas que para isso, precisou sentir na pele a dureza de ser mulher.

Neste 25 de novembro, comemoramos o Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres e é iniciado o período de 16 dias de ativismo em prol da causa. A campanha é encabeçada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e são cerca de 160 países unidos e mobilizados contra a violência. Mas há o que se comemorar? Muito pelo contrário. Deve existir luta, conhecimento de causa, debate, informação e muita ação!

E é justamente pensando nisso que vamos retomar a campanha do Mulheres Republicanas: “Do luto à luta”. Até o dia 10 de dezembro, as republicanas de todo o país se reunirão para realizar blitz, caminhadas, palestras e manifestações para prevenir e conscientizar as mulheres e, principalmente, os homens sobre o papel de cada um deles na sociedade. Até porque é necessário não somente ensinar a mulher o que é a violência e mostrar exemplos para que ela saiba identificá-la, mas principalmente mostrar ao homem que a mulher não é propriedade dele e que fins de relacionamentos devem ser superados.

Não dá mais para ficar parada vendo casos chocantes de violência contra a mulher sem fazer nada. É necessário que a gente evolua cada dia mais nesse assunto e que façamos valer as leis que existem e estão ali para nos proteger. É importante que cada um saiba identificar as suas responsabilidades na vida de outras pessoas. Eu, como parlamentar, consegui aprovar um dos projetos mais importantes da minha trajetória: um adendo à Lei Maria da Penha que torna obrigatória o registro no boletim de ocorrência a informação sobre deficiência preexistente da mulher vítima de violência. Assim, na delegacia, o agente tem o dever de registar se a agressão pode ter causado o surgimento da deficiência ou o agravamento daquela condição.

Você já pensou qual o seu papel e sua responsabilidade com o outro, mais precisamente com a sua amiga, vizinha, mãe? Pense nisso e vamos à luta!

*Rosangela Gomes é secretária nacional do Mulheres Republicanas e deputada federal pelo Republicanos Rio de Janeiro

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