“Não te criei para ser covarde!”: frase muda destino de Cristiane Britto

Republicana rompeu limites pessoais e mostrou protagonismo em uma das principais pastas do governo federal em defesa da mulher

Publicado em 28/2/2024 - 09:00 Atualizado em 3/3/2024 - 18:26

Brasília (DF) – A presença feminina na política é crucial para o fortalecimento da democracia. Um cenário antes dominado exclusivamente por homens agora está cada vez mais aberto para que as mulheres busquem ativamente mais espaço, voz e representatividade. No Republicanos, essa participação tem sido impulsionada pelo Mulheres Republicanas.

O movimento, que está sob a liderança da secretária nacional e senadora Damares Alves (DF), busca não apenas ampliar o protagonismo das mulheres nas esferas de poder, mas também abordar os desafios enfrentados por aquelas que equilibram as responsabilidades familiares, maternidade e as demandas de um cargo político. O objetivo principal é estimular essas mulheres a participarem da vida pública, lutar pelos seus direitos e das classes menos favorecidas, além de formar redes de apoio para facilitar o ingresso e garantir que mulheres tenham voz ativa por meio da política. A campanha #MulherTomePartido, lançada ano passado, visa justamente isso e ganhou adeptas em todo o país.

Trajetória

Cristiane Britto, secretária-executiva geral do Mulheres Republicanas, por exemplo, rompeu barreiras e destaca os desafios de assumir a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres vinculada ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos em 2019. Quando foi convidada para assumir a pasta, seu filho, Flavinho, à época com sete meses, passava por tratamento de saúde por ter nascido prematuro, e a republicana queria aproveitar o momento para se dedicar à maternidade. Ela foi incentivada por sua família, lideranças republicanas, em especial, a deputada federal licenciada Rosangela Gomes, do Rio de Janeiro, a lutar pelos direitos e a implantação de políticas públicas que impactariam naquele momento a vida de milhões de brasileiras. Seu pai (in memoriam) foi quem não a deixou retroagir na missão e Britto reafirmou a importância de estar em um partido que acredita no potencial e estimula a participação feminina nos espaços de poder.

“Foi um desafio imenso aceitar esse convite. Eu era advogada eleitoral do Republicanos e não queria ocupar cargo político. Eu queria ficar nos bastidores, no meu escritório ajudando outras mulheres. Foi quando o presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira, me chamou para conversar e disse: ‘Tenho um desafio para você, Cristiane, uma missão, ser secretária nacional de Políticas para Mulheres, da ministra Damares Alves’. Comecei a questionar e inventei várias desculpas. Naquele momento, eu disse não, mas o presidente Marcos não aceitou o meu não como resposta. Fui para casa, conversei com meu pai (in memoriam), e ele me disse: ‘Não te criei para ser covarde! Você vai dar conta e Deus vai te capacitar’. E foi assim, o convite de um líder que acredita que qualquer mulher republicana, em qualquer carreira, pode tomar partido e ocupar espaços de poder. Ele acreditou em mim”, contou Britto.

A ex-ministra destaca que mulheres precisam apoiar outras mulheres, dar as mãos para as outras, e que essa é a verdadeira sororidade. “Uma mulher me deu a mão e disse: ‘Vá, agora é sua vez!’ Se você não quer ser candidata e quer ver mais mulheres no poder, se envolva na candidatura de uma vereadora, de uma prefeita nem que seja para você se oferecer para cuidar do filho dela enquanto ela vai fazer campanha, mas dê a mão para essa mulher, porque isso faz toda a diferença”, apontou a republicana.

Texto: Ascom Mulheres Republicanas Nacional

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