Marcos Pereira integra frente parlamentar para comércio internacional

Colegiado terá como objetivo discutir e melhorar as políticas de comércio exterior, além de trabalhar para atrair investimentos ao Brasil 

Publicado em 06/11/2019 - 00:00

Brasília (DF) – O deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP) foi escolhido vice-presidente na Câmara dos Deputados da Frente Parlamentar Mista do Comércio Internacional e do Investimento (FrenComex), presidida pelo deputado Evair Melo (PP-ES). Ele participou hoje (7), no Ministério das Relações Exteriores, do lançamento da frente que terá como objetivo discutir e melhorar as políticas de comércio exterior, além de trabalhar para atrair investimentos ao Brasil e incrementar a atuação brasileira lá fora. O ministro Ernesto Araújo participou do evento.

Ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o deputado Marcos Pereira mostrou preocupação com a queda do superávit da balança comercial no acumulado de 2019 em comparação com os dois anos anteriores, quando o Brasil, na sua gestão, bateu os maiores recordes no saldo entre o que vendemos e o que compramos.

Marcos Pereira integra frente parlamentar para comércio internacionalO parlamentar apontou, no entanto, que fatores externos acabaram contribuindo para o resultado, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a redução das exportações da Alemanha e a crise econômica que abate a Argentina.

Ao mesmo tempo, Marcos Pereira comemorou o avanço no ranking Doing Business, do Banco Mundial, em 2018, reflexo das medidas tomadas no então MDIC para aperfeiçoar a operação de comércio internacional, como a implantação do Portal Único de Comércio Exterior, o certificado de origem digital e a implantação da RedeSim. O Brasil subiu da 133ª posição para a 106ª. Este ano, infelizmente, o País recuou 15 posições.

O deputado também lembrou dos esforços, enquanto ministro, para retomar e concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia. Um mês depois de assumir o então MDIC, ele esteve reunido com a comissária de Comércio da UE, Cecília Malmstrom, em Shangai, durante o encontro de ministros de comércio do G20. “Fizemos aí uma reaproximação e retomamos com mais vigor as conversas que andavam adormecidas”, disse.

Outra iniciativa durante sua gestão foi a conclusão dos diálogos exploratórios o início das negociações para um acordo entre Mercosul e EFTA (Noruega, Liechtenstein, Finlândia e Suíça), que aconteceu durante o encontro de Davos, em 2017. O acordo com a UE foi concluído neste ano e com o EFTA caminha para um desfecho semelhante.

Agenda na Espanha

Marcos Pereira e os deputados Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e Gilberto Abramo (Republicanos-MG) estiveram na semana passada na Espanha para uma semana de compromissos com investidores espanhóis. O objetivo foi o de reafirmar o Brasil com o um destino seguro para investimentos. A Espanha é o segundo país que mais investe no País especialmente nas áreas de finanças (bancos), telecomunicações, infraestrutura e energia.

Números

Dados divulgados dia 1 de novembro mostram que foi o pior resultado para outubro em cinco anos, com US$ 1,2 bilhão. As exportações, em outubro, caíram 20,4% em relação a outubro do ano passado. Houve retração generalizada em todos os setores, com queda de 26,5% em manufaturados, 20,6% em semimanufaturados e 15,3% em básicos.

No acumulado dos 10 primeiros meses, a balança comercial ficou positiva em US$ 34,8 bilhões, no entanto, o resultado significa um recuo de 27,4% sobre o mesmo período de 2018 – janeiro a outubro. Há uma previsão de que o superávit comercial do Brasil neste ano seja de US$ 41,8 bilhões.

Em 2018, o saldo da balança comercial ficou em US$ 58,3 bilhões, enquanto em 2017, quando Marcos Pereira anunciou o resultado, foram quase US$ 67 bilhões, o maior superávit da história.

Argentina

O comércio entre Brasil e Argentina já está em um nível baixo. A importância relativa infelizmente vem diminuindo desde o ano passado. Há estimativas de que o recuo do PIB argentino seja reduzido nos próximos anos. A Argentina absorveu 4,4% das exportações brasileiras de janeiro a outubro, uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando essa participação foi de 6.7%.

Texto e fotos: Ascom – deputado federal Marcos Pereira

Reportar Erro