Marcos Pereira cobra celeridade na liberação de insumos importados para setor elétrico

Pesquisa revelou que 57% das empresas do ramo estão com produção afetada pelos atrasos no desembaraço aduaneiro

Publicado em 09/02/2022 - 20:09

Brasília (DF) – Em discurso no Plenário da Câmara, nesta quarta-feira (9), o deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP) cobrou do ministro da Economia, Paulo Guedes, ações para agilizar o processo de liberação de mercadorias pelas alfândegas. Segundo o parlamentar, desde dezembro de 2021, os insumos que entram no país estão sendo fiscalizados de maneira mais rigorosa e demorada que o necessário. Com isso, os estoques das indústrias baixaram a nível crítico, obrigando-as a reduzir a produção, e, consequentemente, o faturamento.

Deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP)

“Como ex-Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, e, agora, como presidente da Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Elétrica e Eletrônica, vejo com grande preocupação os problemas enfrentados. Exigimos providências urgentes do governo para esse quadro que está a ponto de colocar em colapso a indústria brasileira”, destacou Marcos Pereira.

O parlamentar explicou que os produtos importados são cruciais para as indústrias do setor elétrico e eletrônico. “A Abinee (Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica) enviou carta ao Ministro ressaltando a necessidade de insumos importados para que suas empresas sigam produzindo. De acordo com uma pesquisa realizada pela associação entre os dias 28 de janeiro e 02 de fevereiro deste ano, 57% das empresas do setor estão com problemas que vão desde o atraso na liberação e fiscalização de cargas até atrasos no recebimento de mercadorias”, disse.

O republicano ainda falou sobre os auditores da Receita Federal, responsáveis pela liberação dos produtos nas alfândegas, que estão pedindo o aumento da dotação orçamentária para atuação do órgão em 2022 e o cumprimento de promessa feita pelo governo na regulamentação de bônus de produtividade, criado por meio da Lei 13.464, em 2017. “É preciso dar suporte material para que esses servidores consigam trabalhar. Também é indispensável cumprir o que a lei já determina”, acrescentou.

Saiba mais

Somente no ano de 2020, o setor eletroeletrônico faturou mais de R$ 173 bilhões, representando 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em dezembro de 2021, as exportações de produtos eletroeletrônicos somaram US$ 587,6 milhões, 33,3% acima das realizadas em dezembro de 2020 (US$ 440,7 milhões). Mesmo com a pandemia, o setor apresentou um aumento nas exportações de 41% desde 2019.

Texto: Thifany Batista, com edição de Mônica Donato / Ascom – Liderança do Republicanos na Câmara
Fotos: Douglas Gomes

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