Importância da vacinação no Brasil e países vizinhos é debate na Câmara

Seminário “Importância da Vacinação no Brasil e Países Vizinhos” foi proposto pelo deputado federal Carlos Gomes (Republicanos-RS)

Publicado em 28/11/2019 - 00:00

Brasília (DF) – A Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) da Câmara dos Deputados, em parceria com a Comissão de Saúde do Parlamento do Mercosul (Parlasul), realizou, nesta quarta-feira (27), o seminário “Importância da Vacinação no Brasil e Países Vizinhos”. O encontro foi proposto pelos deputados federais do Rio Grande do Sul Pedro Westphalen e Carlos Gomes (Republicanos).

Importância da vacinação no Brasil e países vizinhos é debate na Câmara

“É preciso combater às notícias falsas e os movimentos antivacinas, além de promover ações integradas entre as nações sul-americanas para evitar a volta de doenças que estavam praticamente erradicadas, como o sarampo, que, somente nos últimos seis meses teve 10 mil casos registrados em solo brasileiro”, observou Carlos. O deputado paraguaio Manoel Morinigo lamentou que o seu país não tenha atingido os índices mínimos de vacinação nas últimas temporadas. “Temos uma fatia de 39% da nossa população que é inferior a 15 anos de idade, período em que a imunização é fundamental”.

A representante das organizações Panamericana e Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Maria Tereza Oliveira, apresentou avanços e retrocessos obtidos na região das Américas. “O continente está praticamente livre da rubéola, do tétano e da hepatite B, mas Brasil e Venezuela perderam o certificado de eliminação do sarampo e sofreram com surtos recentes de difteria e febre amarela. A constante circulação de pessoas nos países do bloco demanda iniciativas conjuntas para que todos estejam protegidos”, salientou.

É o que propõe o projeto Vacina Brasil, que, segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Franciele Tardetti, efetua atividades nesse sentido nos 120 municípios brasileiros de fronteira, espalhados por 11 estados, em colaboração com as cidades gêmeas nos outros países. “Houve aumento da cobertura vacinal nos últimos dois anos, mas ela ainda está muito aquém do ideal. Existem bolsões de suscetibilidade ao regresso de doenças imunopreviníveis”, alerta.

Franciele aponta alguns fatores que desafiam o estabelecimento da vacinação plena. “O sistema de informação carece de modernização para absorver dados de clínicas e hospitais particulares. E também ficamos reféns dos bons resultados. Muita gente deixa de vacinar a si ou aos seus filhos por acreditar que a revinda da enfermidade é impossível”, explicou. A representante da Unicef, Marcela Nunes da Silva destacou que a saúde é um direito universal. “A solução para o problema é uma responsabilidade social e deve ser compartilhada entre governos e sociedade”. Presidente da Comissão de Saúde do Parlasul, Carlos Gomes se comprometeu em protocolar uma normativa que institua a harmonização das práticas de vacinação nos países do Mercosul.

Bom exemplo

O prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves, falou sobre o sucesso do programa de vacinação contra o HPV em meninos e meninas do município, que teve alcance superior a 95%, quando a meta nacional é de 80%. “O processo contribui para levarmos às escolas a discussão com pais e alunos sobre iniciação sexual com segurança”, frisou. A deputada estadual gaúcha Fran Somensi (Republicanos) lembrou que a rede de ensino farroupilhense exige que os estudantes apresentem a caderneta de imunização atualizada para fazer a matrícula ou rematrícula.

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