Hélio Costa defende autonomia da Eletrosul

Republicano defendeu a manutenção da autonomia da Eletrosul, que poderá ser incorporada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) de Candiota (RS)

Publicado em 10/05/2019 - 00:00

Brasília (DF) – Em pronunciamento na Câmara, o deputado federal Hélio Costa (PRB-SC) defendeu a manutenção da autonomia da Eletrosul, que poderá ser incorporada pela Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE) de Candiota, no Rio Grande do Sul. Para o parlamentar, a empresa, situada há 50 anos no estado, deverá ser a protagonista do sistema elétrico no Sul do Brasil devido ao saldo positivo da gestão em cinco décadas.

“A Eletrosul é a única subsidiária da Eletrobrás que está operando no azul. Não podemos permitir a sua incorporação. Pelo contrário, a CGTEE que precisa por conta dos problemas de administração. É como se a minhoca engolisse uma jiboia”, disse o parlamentar.

O deputado também comentou que existe um grupo chinês interessado na compra da Eletrosul. “Tem gente da China de olho na empresa. Pedimos ao Ministério de Minas e Energia que além de manter a autonomia da Eletrosul evite a venda da empresa superavitária”, disse.

A Eletrosul Centrais Elétricas S.A. é uma empresa brasileira constituída em 23 de dezembro de 1968 e autorizada a funcionar pelo Decreto nº. 64.395, de 23 de abril de 1969. Subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Eletrobras e vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é uma sociedade anônima de economia mista que atua no segmento de geração e transmissão de energia em alta e extra-alta tensão.

A Eletrobras Eletrosul tem seu sistema de transmissão localizado nos estados do Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, área que abriga um contingente populacional da ordem de 28 milhões de habitantes e que responde por 16% do PIB e 17% do mercado de energia elétrica do Brasil.

O sistema de transmissão da Eletrosul tem como funções principais interligar as fontes de energia elétrica aos mercados consumidores, integrar os mercados consumidores de energia elétrica, garantir o livre acesso ao sistema de transmissão, viabilizar a importação de energia elétrica dos demais países do Mercosul e garantir a qualidade da energia nos pontos se suprimento.

Texto: Ascom – deputado federal Hélio Costa
Foto: Douglas Gomes

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