Dignidade da pessoa idosa enquanto bem social

Artigo escrito por Tia Eron, deputada federal pelo PRB Bahia e coordenadora nacional do PRB Igualdade Racial

Publicado em 15/06/2017 - 00:00

O olhar experimentado, independentemente da educação formal, é consequência das experiências vividas, das mais distintas formas de convívio social. Reverenciar tudo isso é, ao mesmo tempo, respeitar a nós mesmos enquanto humanidade. Não é admissível tolerar qualquer tipo de desprezo à pessoa idosa. O desrespeito e a violação de direitos são infortúnios que devem ser combatidos com veemência.

Se nos debruçamos sobre tais reflexões, para além de nossas experiências pessoais, conseguimos compreender o quão significativa é a busca por uma consciência mundial, social e política sobre abusos contra a pessoa idosa. Nesse ponto, devemos fortalecer as ações que marcam o 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Há 11 anos, desde a instituição da data pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, discussões em torno dessa temática têm servido como lastro para iniciativas de garantias de direitos.

O Partido Republicano Brasileiro (PRB) tem um projeto especificamente voltado para a pessoa idosa, com objetivo de pensar, elaborar, ampliar políticas públicas. O PRB Idoso mobiliza cidadãos como forma de reverberar que o futuro até pode pertencer aos jovens, como é conhecido no patamar do senso comum, mas é, fundamentalmente, construído por quem será o idoso de amanhã. O presente no qual vivemos é resultado do trabalho de muitos que atuaram ontem e os idosos de hoje são os responsáveis, nas mais diversas formas de contribuição.

Do ponto de vista político, estamos assegurados pela Lei n° 10.740/2003, que instituiu o Estatuto do Idoso, lançando luz sobre o que compete ao Poder Público, assim como à família e a sociedade. Obviamente, a legislação traz o tom de formalidade às propostas para o bem da pessoa idosa. Contudo, o cerne da dignidade humana não está na imposição em compreendê-la, mas, sobretudo, em vivê-la.

*Tia Eron é deputada federal pelo PRB Bahia e coordenadora nacional do PRB Igualdade Racial

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