Ampliação do número de transplantes de órgãos ainda é um dilema no Brasil

Roberto Sales é deputado federal pelo PRB/RJ

Publicado em 20/04/2015 - 00:00

Assumi o meu primeiro mandato na Câmara dos Deputados com a missão de lutar pela implementação de políticas públicas e ações efetivas que norteiam a ampliação e captação de órgãos – um segmento esquecido pelo governo e sociedade.

Conheço bem a luta e a dor de quem passar por esse tipo de tratamento. Há quatro anos, recebi um rim do meu pai em decorrência de um sério problema de saúde. É trágico, mas muitas pessoas acabam falecendo pela falta de políticas públicas que incentivem a prática da doação.

Temos uma posição mediana no ranking de países por número de doadores órgãos. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil chegou a 13,2  doadores por milhão da população. Estamos muito atrás da Espanha, com 35,1, mas bem acima da Malásia, com 0,5. Em 2014, o número até cresceu, mas não alcançou a meta de 15 doadores por milhão, estabelecida pela Associação Brasileira de Órgãos.

Para reverter esse cenário caótico, é indispensável incentivar, urgentemente, a ampliação do número de transplantes de órgãos no Brasil, uma vez que a demanda por órgão ou tecido têm aumentado na lista de espera. Contudo, essa projeção não acontece quanto ao número de doadores efetivos.

Propomos a criação da Frente Parlamentar de Incentivo a Captação e Doação de Órgãos, onde conseguimos a adesão de mais de 200 parlamentares sensíveis a essa causa. Nosso objetivo é ampliar o debate sobre o tema e propor ações que solucionem esse dilema na saúde.

*Roberto Sales é deputado federal pelo PRB Rio de Janeiro

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