Waldir Canal e SMED unidos contra o bullying

Palestras, vídeos e outras ações devem ser levados principalmente para as escolas

Publicado em 17/05/2013 - 00:00

Waldir Canal e SMED unidos contra o bullying
Palestras, vídeos e outras ações devem ser levados principalmente para as escolas

Porto Alegre (RS) – O vereador Waldir Canal (PRB-RS) reuniu-se com a secretária Municipal da Educação de Porto Alegre (SMED), Cleci Maria Jurach, para tratar de ações a serem executadas pelo Executivo, durante a Semana Municipal do Combate ao Bullying, no final do mês de setembro.

Canal é autor da Lei que institui no calendário municipal, a semana “Todos Juntos Contra o Bullying”,  sancionada em 2012, justamente no final do mês de setembro, período designado, por essa legislação, para exaltar o tema publicamente, em escolas e demais instituições públicas ou privadas da Capital.

No projeto de trabalho estabelecido entre o vereador e a secretária de Educação, está a discussão do tema entre educadores e profissionais da área, para especificar o tipo de abordagem, junto aos jovens, crianças e, até mesmo, com os pais e familiares adultos. Além disso, será formatado material didático, com esclarecimentos sobre o bullying, com peças publicitárias impressas, vídeos e alertas nas redes sociais.

Conforme a secretária Cleci, “o tema que envolve as diferenças dos indivíduos já é tradado na proposta pedagógica de nossas escolas”; ao observar que as escolas poderão estimular atividades culturais que promovam a reflexão sobre o assunto, entre alunos e a comunidade em geral.

O vereador Waldir Canal lembrou a disponibilidade do grupo TF Teen, ligado a uma entidade religiosa, “formado por cerca de cinco mil jovens, os quais poderão trabalhar como multiplicadores sobre a necessidade de reflexão sobre as ações de bullying e os traumas que esse tipo de ato ocasiona aos cidadãos, independente da faixa etária”, observando que o Executivo poderá elaborar ações em conjunto, “também, com esse grupo”.

Além disso, Canal se candidatou a palestrar em escolas, para professores e alunos, “como forma de demonstrar a importância do assunto e a necessidade do envolvimento de  todos no processo de combate contra o bullying, através de atitudes diárias dos cidadãos no seu  convívio social”, explica o defensor da causa.

O Bullying

Bullying é um termo da língua inglesa, (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.

O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b)bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.

O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.

As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra obullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.

As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.

O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Mas, no Rio Grande do Sul, por cultura específica, a incidência cresce, sem registro específico, por falta de orientação ou ponto de referência para denúncias. 

Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino.

Texto e foto: Assessoria de imprensa do vereador Waldir Canal

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