Situação dos pacientes renais crônicos na Bahia é debatida em audiência pública

Evento foi Idealizado pelo presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa Legislativa, José de Arimateia

Publicado em 14/03/2013 - 00:00

Situação dos pacientes renais crônicos na Bahia é debatida em audiência pública
O encontro surgiu em celebração ao Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 de março

 

Salvador (BA) – Mais de cinquenta pessoas participaram na manhã, desta terça-feira (12), na Sala Eliel Martins – Assembleia Legislativa da Bahia, da audiência pública, que debateu amplamente a atual situação da assistência à saúde aos pacientes renais crônicos no estado da Bahia. Idealizada pelo presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Casa Legislativa, José de Arimateia (PRB-BA), o encontro surgiu em celebração ao Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 de março.

“A população precisa adotar uma mentalidade preventiva a cerca das doenças. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia já comprovam isso porque 10 milhões de brasileiros já sofrem de alguma disfunção renal, provocada por doenças crônicas, como a diabetes e hipertensão. Precisamos ficar atentos”, explica o parlamentar.

Na audiência, os pacientes renais pontuaram uma série de problemas no setor como: falta de manutenção nas cadeiras de hemodiálise, alimentação inadequada, carência no abastecimento de medicamentos, além da discriminação enfrentada nas clínicas.

Para a presidente da Associação de Pacientes Transplantados da Bahia (ATX-BA), Márcia Chaves, o paciente não é tratado como é previsto por Lei. Na oportunidade, ela ainda denunciou a falta de fiscalização nas clínicas que realizam o tratamento de hemodiálise na Bahia.“Essas instituições não apresentam o mínimo de respeito aos pacientes crônicos renais, por isso a fiscalização precisa ser mais severa”, aponta.

Segundo dados fornecidos pelo o coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, Eraldo Moura, atualmente 1.600 pacientes estão na fila de transplante de rins. Em 2012, a Bahia realizou 119 transplantes de rins, sendo que 99 foram concretizados na capital baiana e 20 em Itabuna. Já o Superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia do Estado da Bahia, Alfredo Boa Sorte, afirmou que atualmente a Bahia conta com apenas 128 médicos nefrologistas, além de 32 unidades que atendem a especialidade, através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Também participaram da audiência a coordenadora da Comissão de Nefrologia do Estado, Danuza Pamplona, e o presidente da Reanal Bahia, José Vasconcelos de Freitas.

Fonte e foto: Ascom – deputado estadual José de Arimateia

 

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