Política externa: em busca da grande estratégia

Política externa: em busca da grande estratégia

Olá, republicanos de todo o Brasil:

Com uma sinceridade pouco vista na vida pública, um amplo estudo divulgado em maio de 2017 pela Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, da Presidência da República, foi enfático ao apontar o desarranjo do Brasil na política externa. O próprio título do texto – “Brasil, um país em busca de uma grande estratégia” – não tergiversou ao abordar um tema que é sensível sobretudo para o corpo diplomático brasileiro. Eu me lembro que esse material não foi bem recebido no Itamaraty.

A crítica basicamente se detém nos anos do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) – 2011 a 2016. Os autores afirmaram que o período “foi marcado pela perda de projeção internacional do Brasil, e muito do fenômeno há que se creditar à falta de engajamento da chefe de governo na articulação de uma diplomacia presidencial efetiva, à sua inapetência pelos temas de política exterior e à consequente escassez de recursos dedicados a alavancar projetos internacionais”.

Hussein Kalout e Marcos Degaut, autores do texto, foram além ao afirmar “que os problemas que acometem a política externa brasileira são significativamente mais profundos do que análises superficiais permitiriam concluir e já se arrastam há longo tempo. (…) Ao longo das décadas, tem-se verificado como elemento constante na retórica diplomática oficial brasileira a insistência na necessidade de reforma da governança e da alteração da geografia econômica global”.

Eles prosseguem:

“Para além dessas constatações e prescrições, no entanto, a análise da política externa indica não se haver promovido a formulação de uma agenda internacional consistente e integrada, que identifique claramente os principais objetivos comerciais, econômicos e políticos que o Brasil se propõe alcançar. E, por carecer desses elementos fundamentais – a identificação precisa de objetivos concretos e meios de traduzi-los em ação diplomática efetiva –, a política externa brasileira, que deveria traduzir os interesses do país na arena internacional, parece ainda não ter encontrado seu Norte”.

Entre 2016 e 2018, o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) buscou fortalecer ações diplomáticas efetivas no sentido de consolidar a legitimidade da nova administração e tranquilizar investidores internacionais. Eu mesmo enquanto ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços estive em 16 países, alguns deles mais de uma vez, para mostrar que o Brasil vivia um novo momento. Foi muito mais um movimento tático do que estratégico. E é exatamente de estratégia que o País precisa.

A estratégia de política externa do governo atual ainda não está clara. Ao mesmo tempo em que o chanceler critica o “globalismo”, ele celebra com louvor a conclusão do acordo comercial ambicioso entre Mercosul e União Europeia – e segue anunciando avanços em outras negociações com países do EFTA (Suíça, Liechtenstein, Noruega e Islândia), Canadá e Coreia do Sul, cujos diálogos exploratórios foram iniciados no governo anterior.

O Brasil precisa recuperar seu prestígio internacional com uma estratégia ampla e que integre todos os órgãos do governo. Sabemos da importância das nossas representações internacionais, sobretudo as mais estratégicas – em Washington, em Pequim, na União Europeia, em Buenos Aires, na ONU e na OMC – de modo que seu fortalecimento é fundamental.

Por isso no novo programa do PRB/Republicanos traduzimos objetivamente essa necessidade. Em linhas gerais defendemos a atuação do Brasil de maneira pragmática, e não ideológica, a fim de: i) garantir a participação efetiva e proativa do Brasil nos grandes eventos internacionais; ii) aumentar a presença do País nas cadeias globais de valor; iii) ampliar a contribuição do País com protagonismo nas grandes questões da humanidade; iv) manter e aperfeiçoar as relações diplomáticas com os países amigos; v) apoiar o sistema bilateral e regional de comércio e vi) fortalecer o comércio com nossos parceiros prioritários.

A política externa brasileira não pode ser tratada de qualquer jeito. Cada posto-chave deve ser ocupado refletindo a estratégia maior que o País tanto carece. Estas e outras ações republicanas contarão com o apoio do PRB/Republicanos.

Marcos Pereira
Presidente Nacional do PRB
Vice-Presidente da Câmara dos Deputados

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