O que é ser guardião da competitividade

Tenho falado muito em minhas palestras e entrevistas sobre ser o guardião do livre mercado – ou da competitividade. O que isso quer dizer? Simplesmente, o Estado precisa parar de atrapalhar e deixar que as pessoas desenvolvam os seus talentos.

Ao falar isso, parece tudo muito genérico, mas a ideia é bem simples. Temos de eliminar tudo quanto é freio burocrático da vida dos empreendedores e trabalhadores. Somente assim, teremos a prosperidade que tanto desejamos.

Não canso de citar o Pró-Sertão, um programa que levou desenvolvimento sustentado a uma das regiões mais pobres do Brasil. Não era nada de outro mundo. Oficinas de costura passariam a gerar empregos de carteira assinada onde isso nunca existiu. Imagine que havia trabalhadores que tiveram o seu primeiro emprego via CLT com 40 anos. Não se tratava apenas de um modelo desenvolvimento, mas de um verdadeiro projeto para a autoestima das pessoas.

Como costumo repetir, a índole trabalhadora do Nordeste não combina com alguém de pires na mão, esperando a esmola do Estado. O nordestino é um bravo. É um forte. E precisa de oportunidade. Com um pequeno raio de luz, eles conseguem fazer abrir janelas de desenvolvimento.

Engana-se quem pensa que tirar o Estado significa abrir espaço para grandes oligarquias privadas. Ou pior: existem aqueles que dizem que Estado liberal quer dizer vender o país. É sempre assim na América Latina. Os amigos do rei tomam conta de tudo. O caminho é abrir a competição, promover o empreendedorismo, simplificar os impostos e facilitar a criação de empregos.

Eu entendo de emprego. Estive à frente do grupo que é 15º maior empregador do Brasil. E eu sei a sucessão de coisas boas que são geradas pelo trabalho. A comunidade ao redor fica melhor, faz bem para as famílias, faz bem para o próprio Estado. Afinal, a arrecadação se mantém em bons níveis.

O termo “guardião da competitividade” pode parecer complicado. Para simplificar, quero que os governos atrapalhem menos – de preferência, não atrapalhem nada. Assim, deixaremos de sabotar a nós mesmos. Nem precisamos nos preocupar em criar empregos. Basta que paremos de atrapalhar a sua criação. Imaginem o que este país pode fazer com uma economia de livre mercado.

Com uma das economias mais fechadas e hostis ao investimento do mundo, temos um dos 10 maiores PIBs. Turbinado por um capitalismo de verdade, atraindo investidores, nem é o céu é limite para o Brasil.

*Flávio Rocha é empresário e pré-candidato à Presidência da República pelo PRB

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