Foco no cidadão

Foco no cidadão 

Atendo ao chamado de uma missão: a pré-candidatura à Presidência da República. Se fosse perguntar o que seria bom para mim, minha família e até para empresa, não seria esse caminho. Porém, era necessário levantar da confortável cadeira de empresário e agir. Eu tinha de sair da moita.

O empresário tem de se posicionar politicamente. É preciso pensar no ambiente de negócio, não apenas em vantagens setoriais. Esses puxadinhos fiscais nos empurraram para um abismo.

Quero ser um guardião da competitividade. Temos de resgatar a nossa potência como país. Isso se traduz em empregos. Aliás, é o emprego o melhor programa social que existe. É também a sustentação da própria harmonia familiar.

Eu me lancei nessa empreitada para garantir isso. Quero um país livre e próspero. Temos de destravar a economia. Estamos no pelotão de trás da corrida das economias. Em nossa maratona, corremos com uma mochila cheia de pedras nas costas. Não conseguimos nos afastar dos 30 piores. Estamos mais para Coreia do Norte e Venezuela do que para a Suíça.

A agenda de reformas é a única forma de tirar as pedras da mochila. É nesse quarteto de reformas que nós apostamos: Trabalhista (que já começa a dar frutos), Tributária, de Estado e Previdenciária.

A Trabalhista começa a dar resultados já neste governo, com queda brusca das ações trabalhistas sem critério e o aumento da oferta de empregos. Já a Tributária visa acabar com a loucura que é pagar impostos no Brasil – tantos consumidores quanto empresas têm muito a ganhar com isso. Tudo tem de ser mais simples. A reforma de Estado significa rever o tamanho da máquina pública, acabar com privilégios, aumentar a atuação estatal onde ela é necessária (saúde, educação, segurança, por exemplo) e sair de onde só atrapalha. E a Previdenciária irá eliminar as super aposentadorias. O problema não são 32 milhões de pessoas que recebem pouco mais de um salário mínimo. E sim um milhão de privilegiados. O rombo está ali.

Tudo isso pode nos tirar em pouco tempo desse pelotão de retardatários e nos levar para a elite das nações. Com isso, ganham todos: trabalhadores, profissionais liberais, educadores, servidores e empresários.

Não dá para pensar em um novo projeto de Brasil com a estrutura viciada que temos hoje. Temos de nos libertar do Estado “pai dos pobres” para termos um Estado “servidor”. Assim como se faz nas empresas: foco no cliente. Foco no cidadão. Eficiência, Ética e Austeridade. O Brasil que precisamos nasce dessa combinação.

*Flávio Rocha é empresário e pré-candidato à Presidência da República pelo PRB

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