Marcos Jorge participa de evento anual que discute o futuro do setor siderúrgico

Ministro substituto do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços participou da abertura do 28º Congresso Aço Brasil

Publicado em 23/08/2017 - 00:00

Marcos Jorge participa de evento anual que discute o futuro do setor siderúrgico
Marcos Jorge reafirmou o compromisso do governo federal de trabalhar para a revitalização da indústria nacional que, segundo ele, é o “elemento central para geração de emprego e renda”

Brasília (DF) – O ministro substituto do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima (PRB), reafirmou, durante a abertura do 28º Congresso Aço Brasil, na noite de terça-feira (22), o compromisso do governo federal de trabalhar para a revitalização da indústria nacional que, segundo ele, é o “elemento central para geração de emprego e renda”. Na cerimônia, também estiveram presentes o presidente da República, Michel Temer, e o secretário-geral da Presidência da República, ministro Moreira Franco.

Representando o setor siderúrgico, estavam o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil (IAB), Alexandre de Campos Lyra, o vice-presidente do Conselho Diretor da entidade, Sergio Leite, e o presidente-executivo do IAB, Marco Polo de Mello Lopes.

O ministro Marcos Jorge, em sua fala, ressaltou a relevância do evento para o debate não apenas de “soluções inovadoras” para o setor, mas também das “tendências mundiais do segmento”. O ministro reiterou a importância do setor siderúrgico para toda a indústria nacional, como fornecedor de insumos para vários elos de diversas cadeias produtivas.

Marcos Jorge demonstrou imensa preocupação com o que ele chamou de principal problema para o setor: o grande excedente de capacidade instalada de produção de aço no mundo, “sobretudo na China”. Segundo ele, o alto estoque mundial de aço causa “aumento significativo das importações, queda nos preços e contração da lucratividade para um grande número de empresas”, disse. Marcos Jorge reiterou que “o governo brasileiro tem buscado soluções para essa dificuldade” e ressaltou o fato de o Brasil ter iniciado sua participação no “Foro Global sobre Excesso de Capacidade na Indústria de Aço”, do G20.

O ministro reiterou ainda que o MDIC tem discutido internamente medidas, em pelo menos quatro áreas, que interessam o setor. São elas: produtividade; desburocratização; redução de custos e investimentos. “O MDIC é, reconhecidamente, a casa do empresário brasileiro e tem atuado como agente facilitador na Esplanada dos Ministérios para defender o setor produtivo nacional, em especial a indústria”, reforçou.

O Congresso Aço Brasil, promovido pelo Instituto Aço Brasil, é o mais importante evento da cadeira sidero-metalúrgica do país e vai discutir os rumos da indústria do aço e da economia brasileira e mundial. Até amanhã (23), reúne ministros, outras autoridades e mais de 600 profissionais e executivos do setor no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

Marcos Jorge também vai participar do Painel Fatores Limitativos à Competitividade no Brasil, que acontece nesta quarta-feira (23) das 14h às 15h30. Para os empresários do setor, a retomada do crescimento econômico do país depende de indústria forte e por isso eles defendem que, com o fraco desempenho do mercado interno, o aumento das exportações é a única saída no curto prazo para evitar o agravamento da situação da indústria do aço e da indústria de transformação de forma geral.

Reintegra

O presidente Michel Temer anunciou que a área econômica do governo estuda a possibilidade de alguma “mudança no Reintegra”. O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras, o Reintegra, é uma das grandes demandas do setor siderúrgico. De acordo com um estudo encomendado pelo IAB, o setor reivindica um aumento da alíquota para 5%, o que “faria diferença para a retomada do crescimento econômico do setor”.

Michel Temer, no entanto, relembrou que recentemente, durante anúncios relacionados às medidas de ajuste fiscal, o governo se comprometeu a manter a alíquota em 2% no próximo ano. A previsão era aumentar para 3%. “É importante ter em mente que chegamos a cogitar a extinção do Reintegra. Mas, entendendo a importância do instrumentos, resolvemos manter”, disse. “Agora, diante do que me foi exposto, vamos retomar o assunto com a área econômica”, disse.

Homenagem

Em sua fala, o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, Alexandre de Campos Lyra, agradeceu formalmente o empenho liderado pelo ministro Marcos Pereira (PRB) no que se refere ao setor siderúrgico. “Gostaria de agradecer ao Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, que é um grande incentivador do setor siderúrgico”, disse.

Lyra ainda anunciou que negocia com o MDIC a realização de uma missão a Washington, com o intuito de discutir com o governo norte-americano temas relacionados às ações protecionistas, que o país tem tomado contra as exportações brasileiras do setor. Recentemente, os Estados Unidos aplicaram tarifas antidumping contra o aço brasileiro, além de aumentar o imposto de importação de produtos do setor.

Texto e foto: Ascom – MDIC

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