Jutay lamenta punição a policiais e cobra retratação por parte do governo da Paraíba

Policiais civis foram punidos com faltas e descontos salariais por terem paralisado as atividades no dia 27 de dezembro

Publicado em 31/01/2018 - 00:00

Jutay lamenta punição a policiais e cobra retratação por parte do governo da Paraíba
Policiais civis foram punidos com faltas e descontos salariais por terem paralisado as atividades no dia 27 de dezembro

João Pessoa (PB) – O deputado estadual licenciado Jutay Meneses (PRB-PB) lamentou, nesta quarta-feira (31), a forma arbitrária como vem sendo tratados os policiais civis paraibanos que foram punidos com faltas e descontos salariais pelo simples fato de exercerem a democracia e reivindicarem seus direitos. Para o parlamentar, o governo estadual perdeu completamente as rédeas da segurança pública, dando punição a policiais ao invés de procurar colocar bandidos na cadeia.

“Além de já receberem um dos piores salários do Brasil, os policiais paraibanos têm agora que aguentar calados os desmandos de um governo autoritário. O que mais me impressiona é que o governador Ricardo Coutinho bate no peito pra dizer que é o gestor do diálogo, da compreensão. É preciso mais respeito com a categoria”, destacou Jutay.

Os policiais voltaram a paralisar as atividades nesta quarta-feira (31) para manifestar amplo repúdio à atitude da gestão da Polícia Civil que aplicou falta aos trabalhadores que estiveram no último dia 27 de dezembro realizando protesto com paralisação de 24h.

Em nota, a Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol) e os mais de mil policiais associados disseram que a paralisação se deu por receberem o pior salário do país, sendo a metade do que se paga em 16 estados da federação; também não recebem através de subsídio (conforme prevê a Constituição Federal); recebem remuneração com muitas gratificações e quando se acidentam no trabalho ou se aposentam perdem mais de 40% do seu salário; recebem o Risco de vida menor do que outros cargos também de nível superior e que se arriscam menos; recebem 1/3 do valor constitucional da hora extra; e não possuem um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), além de muitos outros problemas.

Jutay ainda destacou a forma arbitrária da direção da Polícia Civil que puniu pessoas que estavam de férias, que doaram sangue e até mesmo as pessoas que estavam trabalhando, atendendo aos 30% do que determina a lei.

Recurso 

A Aspol informou que ingressará com as ações administrativas e judiciais necessárias para rever as faltas e a reposição dos valores descontados de cada trabalhador. O policial lesado no último ato deverá enviar e-mail informando o nome para a secretaria da entidade, que responderá encaminhando as procurações necessárias para ajuizamento da ação.

Texto e foto: Ascom – deputado estadual Jutay Meneses

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