Em discurso, Ossesio Silva destaca os 50 anos da morte de Martin Luther King

O parlamentar destacou o legado do ativista norte-americano para a luta pela igualdade racial nos Estados Unidos e em todo o mundo

Publicado em 05/04/2018 - 00:00

Em discurso, Ossesio Silva destaca os 50 anos da morte de Martin Luther King
Ossesio Silva destacou o legado do ativista norte-americano para a luta pela igualdade racial nos Estados Unidos e em todo o mundo

Recife (PE) – O assassinato do pastor Martin Luther King, que completou 50 anos na quarta-feira (4), foi lembrado pelo deputado estadual Ossesio Silva (PRB-PE), na Reunião Plenária. O parlamentar destacou o legado do ativista norte-americano para a luta pela igualdade racial nos Estados Unidos e em todo o mundo.

“Martin Luther King sempre usou a paz para enfrentar uma guerra, que até hoje milhões de homens e mulheres negras pelo mundo enfrentam”, destacou o parlamentar. “Graças à projeção que a questão racial ganhou após décadas de luta, o racismo virou crime, e o doutor King se tornou uma lenda, um ícone, um exemplo a ser seguido”, pontuou Ossesio.

Pastor luterano e doutor em Teologia, Martin Luther King tinha 39 anos quando foi assassinado. Quatro anos antes, em 1964, ele havia recebido o Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra a segregação racial nos EUA. “Uma conspiração matou covardemente esse homem de Deus no dia 4 de abril de 1968, mas cometeram esse crime tarde demais: a sua mensagem já tinha se espalhado e seu legado está hoje em todos aqueles que têm o mesmo sonho que ele”, considerou o deputado do PRB.

“Muito se avançou desde a época de King, mas as questões levantadas por ele continuam atuais. Vimos agora há pouco o caso da vereadora Marielle Franco, que, assim como o pastor americano, foi assassinada por aqueles que não suportam o protagonismo da população negra”, declarou Edilson Silva (PSOL), em aparte.

“Só sabe como é o racismo quem passa por diversas situações constrangedoras por causa dele. Por isso precisamos pensar a questão da representatividade dos negros, pois temos uma maioria na população, mas poucos deles no Parlamento”, destacou Isaltino Nascimento (PSB). Para Odacy Amorim (PT), o pastor americano foi o exemplo de “uma pessoa que precisou morrer para que sua importância fosse devidamente reconhecida”.

Texto e foto: Ascom – Alepe

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