Carlos Gomes sugere educação para o trânsito na Base Curricular

Carlos Gomes vai protocolar projeto de lei que uniformize o método de ensino a ser ministrado nos CFCs de todo o Brasil

Publicado em 27/11/2019 - 00:00

Carlos Gomes sugere educação para o trânsito na Base Curricular
Carlos Gomes vai protocolar projeto de lei que uniformize o método de ensino a ser ministrado nos CFCs de todo o Brasil

Brasília (DF) – O Brasil gasta, aproximadamente, R$ 50 bilhões por ano com acidentes de trânsito e 60% dos leitos dos hospitais no país são ocupados por acidentados em nossas ruas, avenidas e estradas. As informações foram apresentadas pelo diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Ramalho, nesta terça-feira (26), durante audiência pública na Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados que debateu o processo de formação de condutores no Brasil.

Carlos Gomes sugere educação para o trânsito na Base Curricular

O proponente do encontro, deputado federal Carlos Gomes (Republicanos-RS), questionou os palestrantes sobre de que forma a qualidade do ensino oferecido aos futuros motoristas nos Centro de Formação de Condutores (CFCs) podem contribuir para diminuir a quantidade de óbitos no trânsito. “Somente no ano passado foram 37 mil mortes, número extremamente alto, mesmo que tenha havido uma queda de 15% em relação a 2017. Além disso, cerca de 90% dos acidentes de trânsito são causados por falha humana”, alertou.

Para o representante do Ministério da Infraestrutura, Francisco Brandão, é preciso investir na inclusão da educação para o trânsito na Base Nacional Comum Curricular. “Não se forma um motorista em três meses. Hoje o sistema é de adestramento, quando ele deveria focar no comportamento do condutor”, defendeu.

Indagado sobe qual o motivo para o alto custo para a obtenção da carteira de motorista no país, o presidente do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do Estado do Rio Grande do Sul, Edson Luis da Cunha, reagiu. “Quanto custa uma vida? Nós instruímos pessoas que lidarão com a vida de outras pessoas todos os dias. Mas, evidentemente, estamos abertos ao diálogo com o governo e a sociedade para otimizar os métodos empregados atualmente”, disse.

Críticas à formação à distância de condutores

O presidente dos Proprietários dos Centros de Formação de Condutores do Paraná, Justino Fonseca, criticou a instituição de cursos à distância para a primeira habilitação. “O trânsito se trata do relacionamento entre pessoas e esse relacionamento não é feito à distância”, argumentou. A opinião é corroborada pelo presidente do Instituto Zero Acidente, Vilnei Pinheiro Sessim. “O descrédito no processo de formação de condutores começa quando há constante alteração nas suas regras”, acrescentou.

Carlos Gomes comprometeu-se em protocolar um projeto de lei que uniformize o método de ensino a ser ministrado nos CFCs de todo o Brasil. Também participaram do encontro os representantes da Federação Nacional das Autoescolas e CFCs (Feneauto), Magnelson de Souza, e da Associação Nacional dos Detrans (AND), Harley Bueno.

Texto: Jorge Fuentes / Ascom – deputado federal Carlos Gomes
Fotos: Douglas Gomes

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