Bancada do PRB recebe Henrique Meirelles para debater Reforma da Previdência

Republicanos questionaram o ministro sobre a existência de alternativas para corrigir o déficit previdenciário sem prejudicar os trabalhadores

Publicado em 09/03/2017 - 00:00

Deputados ouviram esclarecimentos sobre as regras permanentes e de transição da PEC 287/2016 e questionaram sobre a existência de alternativas para corrigir o déficit previdenciário sem prejudicar os trabalhadores

Brasília (DF) – O líder Cleber Verde (PRB-MA) e a bancada republicana na Câmara receberam o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o secretário da Previdência Social, Marcelo Caetano, na Liderança do partido, nesta quarta (8), para ouvir esclarecimentos sobre as regras permanentes e de transição da PEC 287/2016. Parlamentares do PRB consideraram positivo esse diálogo do Executivo com o Parlamento e os partidos, mas questionaram sobre a existência de alternativas para corrigir o déficit previdenciário sem prejudicar os trabalhadores.

“A bancada tem a compreensão de que é necessária a reforma da previdência, mas ainda há indagações sem reposta. Existem fontes alternativas para corrigir o déficit previdenciário? A proposta busca estabelecer igualdade entre homens e mulheres? Isso é viável nesse momento à realidade brasileira? Existe alguma alternativa em relação à previdência rural? Haverá tratamento diferenciado para os policiais?”, esses foram alguns dos questionamentos feitos pelo deputado João Campos (GO) e César Halum (TO).

bancada-do-prb-recebe-henrique-meirelles-para-debater-reforma-da-previdencia-foto-douglas-gomes-09-03-17-02O líder Cleber Verde endossou as indagações feitas pelos republicanos e acrescentou que é preciso identificar os pontos sensíveis da reforma, sobretudo naquilo que possa prejudicar o direito adquirido do trabalhador. “Essa vinda do ministro Meirelles e do secretário Marcelo Caetano foi positiva, mas representa apenas mais uma etapa do debate. Os deputados Vinicius Carvalho e João Campos estão representando o partido com competência e senso crítico na comissão especial que discute a matéria. Estamos atentos aos pontos mais sensíveis da proposta”, disse.

Vinicius Carvalho acrescentou que uma matéria dessa magnitude deve ser exaurida. “Temos que ouvir todos os lados, os favoráveis e os contrários. Nós não podemos nos influenciar pelo argumento de um lado sem ouvir o argumento do outro. Só assim, seremos capazes de fazer as nossas ponderações. Devemos fazer juízo de valor, sim, não apenas ficar observando valores matemáticos e tabelas. Temos que pensar nas pessoas. Nosso compromisso é com o povo brasileiro”, afirmou.

O deputado Sérgio Reis disse que não pode errar o voto. “Estou estudando atentamente todos os números que foram levantados porque há alguns pontos que não aceitamos, mas acredito que é com esse diálogo que chegaremos a um denominador comum. Nós temos que fazer o que é bom para o país”, argumentou o republicano.

O secretário Marcelo Caetano considerou a discussão muito proveitosa. “Reconhecemos a soberania do Parlamento, tanto em relação ao tempo quanto ao conteúdo. A gente precisa ter esse contato com os parlamentares para apresentar as propostas, mostrar os fundamentos e a necessidade de sua aprovação”, acrescentou.

De acordo com o ministro Henrique Meirelles, a matéria deve ser votada na Câmara dos Deputados até final de abril. “As respostas dos líderes estão sendo positivas. Nós estamos prosseguindo com os contatos e diálogos com as bancadas parlamentares e discutindo de forma aberta e sincera. O que temos que fazer é tomar as medidas necessárias para garantir que todos os brasileiros tenham a certeza que receberão a sua aposentaria”, concluiu o ministro.

Texto: Mônica Donato / Ascom – Liderança do PRB na Câmara
Foto: Douglas Gomes

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