Alvoni Medida vistoria problemas de acessibilidade em Porto Alegre

A falta de piso podotátil, desníveis da travessia, a ausência de sinaleiras sonoras e a falta de gradil foram alguns dos problemas encontrados pelo vereador do PRB

Publicado em 11/02/2018 - 00:00

Alvoni Medida vistoria problemas de acessibilidade em Porto Alegre
A falta de piso podotátil, desníveis da travessia, a ausência de sinaleiras sonoras e a falta de gradil foram alguns dos problemas encontrados pelo vereador do PRB

Porto Alegre (RS) – A falta de piso podotátil, o nivelamento da travessia, a ausência de sinaleiras sonoras e a falta de gradil nas ruas de Porto Alegre foram alguns pontos avaliados na visita técnica da acessibilidade promovida pela Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, presidida pelo vereador Alvoni Medina (PRB-RS).

Também participaram da ação representantes do Poder Executivo, do governo estadual, do Ministério Público do Rio Grande do Sul e entidades ligadas à causa da pessoa com deficiência.

A visita iniciou nas proximidades do Instituto de Educação e se estendeu até o corredor de ônibus que fica na frente do auditório Araújo Viana, na avenida Osvaldo Aranha. Durante o percurso, os representantes das entidades ligadas às pessoas com deficiência visual e física, apontaram “erros” na obra, destacaram como principal problema a retirada do meio-fio, impossibilitando que a pessoa cega caminhe com autonomia, de forma segura pelo local.

Preocupado com a situação, que já foi tema de outras reuniões da Frente Parlamentar na Câmara Municipal, Alvoni Medina se mostrou bastante apreensivo com a falta de direcionamento na travessia. “Antes das obras serem finalizadas, é necessária uma fiscalização para prevenir possíveis acidentes nesta via de grande movimento”, destacou, ao frisar que a antiga travessia, aos olhos das entidades e legislativo, era mais segura do que a atual.

O presidente da Faders Acessibilidade e Inclusão, Roque Bakof, percebe que há necessidade de colocação de pisos podotátil direcional, pois as pessoas cegas não conseguem interpretar de forma clara onde começa e termina a “pista” dos ônibus e também há apontamentos na área da acessibilidade arquitetônica, para as pessoas com mobilidade reduzida.

O deputado estadual Sergio Peres (PRB-RS) destaca que o tempo das sinaleiras na travessia é muito curto, tornando insegura a passagem dos pedestres, em especial das pessoas com deficiência visual e cadeirantes.

Para o arquiteto do Ministério Público Estadual, André Huyer, a visita técnica foi muito ilustrativa. “Precisamos aprender muito, pois nem tudo o que é bom para o cadeirante serve para o deficiente visual. O trabalho deve ser construído entre todos os poderes e expor o pré-projeto aos interessados”, afirma o arquiteto. Huyer acredita que na própria execução dos trabalhos da melhoria apresentam algumas falhas que devem ser revistas pela empresa contratada e principalmente pelo órgão contratante.

O diretor de acessibilidade de Porto Alegre, Gabriel Alban, juntamente com a arquiteta da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade, Gislaine Silva e a representante da EPTC, Vanessa Schein, chegaram ao final da visita técnica e afirmaram que às obras foram vistoriadas e correspondem as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).O gabinete do vereador Alvoni Medina vai encaminhar um relatório da visita aos órgãos competentes, para que sejam feitos os devidos encaminhamentos e soluções.

Também estiveram presentes o diretor administrativo da Faders Acessibilidade e Inclusão, Romário Cruz, a coordenadora de acessibilidade da fundação, Ana Flavia Beckel, o coordenador de Políticas para Pessoas com Deficiência da Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Adilso Corlassoli, a secretária do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (Coepede), Jussara Müller de Assis, os representantes do executivo, Matheus Ayres e Pedro Van Helden, o vice-presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (Comdepa), Odilon Souza, e o conselheiro Nelson Lopes, os representantes da União dos Cegos do Rio Grande do Sul (Ucergs), Francis Guimarães e Altair Fagundes, e o vereador do município de Cachoeirinha, Duda Keller.

Texto e foto: Ascom – vereador Alvoni Medina

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