Saiba como será a vacinação das pessoas com comorbidades, deficiência e grávidas

Seguindo orientação do Ministério da Saúde, o grupo das pessoas com comorbidades será vacinado por idade – ou seja, do mais velho para o mais novo

Publicado em 05/05/2021 - 10:00

Brasília (DF) – O Ministério da Saúde pretende aplicar, até o fim de maio, pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com doenças prévias como diabetes e hipertensão, deficiência permanente, gestantes e puérperas.

De acordo com a pasta, para garantir a vacinação desse grupo, é importante que essas pessoas estejam pré-cadastradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações ou em alguma unidade de saúde do SUS.

Mas, segundo o ministério, quem não tiver a inscrição vai poder tomar a vacina. Para isso, é preciso apresentar no momento da imunização, um comprovante da comorbidade, como exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica.

A convocação desse grupo, informa a pasta, será de acordo com a idade, dos mais velhos aos mais jovens. Então, os primeiros a serem convocados serão as pessoas de 55 a 59 anos, depois de 50 a 54 anos, e assim por diante.

Dentro deste grupo, a orientação do governo federal é priorizar a imunização das pessoas com Síndrome de Down; doença renal que fazem diálise; com deficiência permanente (de 55 a 59 anos e cadastradas no Programa de Benefício de Prestação Continuada); com comorbidades (de 55 a 59 anos), além de gestantes e puérperas com comorbidades.

Em uma segunda etapa, a recomendação é imunizar pessoas mais jovens que apresentam estas mesmas condições.

Em nota técnica, o ministério prevê que os novos grupos serão vacinados até o fim de maio, mas pondera que esta programação está “sujeita a alterações a depender da entrega efetiva de vacinas”.

Desde o início da campanha de vacinação, no dia 18 de janeiro, já foram distribuídas mais de 53 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, alcançando aproximadamente 30 milhões de pessoas.

Até o momento, foram vacinados os seguintes grupos prioritários: trabalhadores de saúde; pessoas acima de 60 anos que morem em abrigos; pessoas com mais de 18 anos com deficiência que também morem em abrigos; idosos a partir de 65 anos, povos indígenas, quilombolas e a população ribeirinha.

Além das forças de segurança e salvamento e forças armadas, as pessoas com mais de 60 anos estão sendo vacinadas conforme o calendário de cada estado, mas estão garantidas ainda nessa primeira fase de vacinação.

Quem terá direito a tomar a vacina no grupo das comorbidades?

Pessoas que têm algum dos 22 tipos de problemas de saúde listados pelo Ministério da Saúde, gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz até 45 dias antes).

Quando essas pessoas começarão a ser vacinadas?

Isso deve ocorrer nos próximos dias, à medida que os municípios forem encerrando a imunização dos idosos.

Como será a ordem de vacinação?

O Ministério da Saúde dividiu o grupo das comorbidades em duas fases. A primeira, que deverá ser contemplada inicialmente, inclui os seguintes critérios:

– Pessoas com Síndrome de Down maiores de 18 anos;
– Pacientes de doenças renais que fazem tratamento por diálise maiores de 18 anos;
– Gestante e puérperas (passaram há menos de 45 dias pelo parto) com alguma comorbidade, maiores de 18 anos;
– Pessoas com 55 a 59 anos com comorbidades;
– Pessoas com deficiência permanente cadastradas no programa de Benefício de Prestação Continuada (BPC) de 55 a 59 anos.

Na segunda fase, informa o Ministério da Saúde, será aberta a vacinação para as demais pessoas com os 22 tipos de comorbidades — incluindo aquelas com deficiência permanente cadastradas no BPC, as gestantes e puérperas mesmo sem condições pré-existentes — divididas por idade, assim como ocorre atualmente no grupo dos idosos.

Após completar a faixa das pessoas de 55 a 59 anos, começa a aplicação nas pessoas com 50 a 54 anos, depois 45 a 49 anos e assim por diante, até os 18 anos.

Como será feita a comprovação das comorbidades?

A orientação geral é de que o documento preferencial a ser apresentado é um laudo médico descrevendo o problema de saúde. Alguns casos também permitem a apresentação de receita de medicamento de uso continuado, como é o caso de pessoas com hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crônica ou asma. A recomendação é de que o documento seja “recente”, preferencialmente dos últimos 30 dias.

Quem tem cadastro no SUS precisa levar alguma documentação? Como saber se tem cadastro?

O cadastro facilita, mas a recomendação é de que mesmo quem está registrado no SUS, por ser acompanhado pelo sistema público de saúde, leve um documento como laudo médico ou receita de medicamento de uso continuado. É possível que a unidade de vacinação não esteja com acesso ao sistema para comprovar o cadastro, por exemplo. De qualquer forma, para saber se está cadastrado, pode-se procurar a unidade de saúde de referência.

Como gestantes e puérperas poderão comprovar sua condição?

As grávidas costumam contar com uma carteira onde são registradas suas informações de saúde ao longo da gestação. Quem já deu à luz, pode utilizar um documento como a caderneta da criança, onde também são anotados dados de saúde, vacinação etc, ou certidão de nascimento.

Os 22 tipos de problemas de saúde listados pelo Ministério da Saúde como comorbidades

Diabetes, pneumopatias crônicas graves, hipertensão arterial resistente (HAR), hipertensão arterial estágio 3, hipertensão arterial estágios 1 e 2, insuficiência cardíaca, cor-pulmonale e hipertensão pulmonar, cardiopatia hipertensiva, síndromes coronarianas, valvopatias, miocardiopatias e pericardiopatias, doenças da aorta, dos grandes vasos e fístulas arteriovenosas, arritmias cardíacas, arritmias cardíacas, próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados, doença cerebrovascular, doença renal crônica, imunossuprimidos, anemia falciforme, obesidade mórbida, síndrome de down e cirrose hepática.

Para saber mais sobre o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 clique AQUI.

Por Agência Republicana de Comunicação – ARCO, com informações do Ministério da Saúde
Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde-DF

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