Republicanas falam sobre desafios com filhos durante distanciamento social

Mães, as deputadas Aline Gurgel e Maria Rosas dão dicas do que fazer para evitar que o distanciamento social cause ansiedade ou depressão — principalmente entre crianças

Publicado em 06/04/2020 - 00:00

Brasília (DF) – O distanciamento social, para evitar a propagação do novo coronavírus (Covid-19), tem feito com que muitos pais e mães adotassem o home office, o trabalho de casa. A medida, que tem sido indispensável para evitar a proliferação da doença, também tem representado um grande desafio para manter os pequenos entre quatro paredes, pois escolas, parques e brinquedotecas estão fechados.

Como os interesses dos pequenos por brincadeiras pode surgir no meio das tarefas rotineiras dos pais, seja no horário de limpar a casa ou de preparar a comida, estes momentos podem virar atividades de descontração e união, além de fazer com que as crianças se sintam responsáveis por algo prático e até se alimentem com mais vontade, já que ajudaram a preparar, orientam especialistas.

A deputada federal Aline Gurgel (Republicanos-AP), que tem mantido as atividades legislativas de forma remota, por videoconferências, encontrou nesses momentos prazerosos, muito o que compartilhar com sua filha Maria Gabriela (dois anos), que é autista leve.

“Não é fácil e, sim, uma grande tarefa acalmar crianças dentro de casa, principalmente quando são especiais. Vai desde colocar bacia para tomar banho, espalhar brinquedos na área, como assistir a um filme com pipoca, pular corda, brincar de esconder, inventar fazer bolo, docinho., ou ainda, alugar brinquedos, como piscina de bolinha e casinha”, explica.

A deputada, que também é mãe de dois adolescentes, conta que, nessa fase, a missão para entretê-los aumenta. “Conversar mais, brincar de jogos, como banco imobiliário, fazer atividade física juntos, fazer jantar com eles, fazer o que gostam, assistir a série preferida deles, enfim, uma força tarefa, e explicar a toda hora a importância do isolamento e os cuidados com a higiene. O ponto superpositivo é a presença da mãe 24 horas por dia, isso eles gostam muito”, esclarece Aline.

Além da conscientização sobre a importância do distanciamento social, a estadia em casa requer a manutenção do autocuidado com a alimentação e a organização de uma rotina dentro do lar. É o que recomenda a professora e deputada federal Maria Rosas (Republicanos-SP).

“Os pais podem manter as atividades diárias nos horários de sempre (sono, banho) para que a criança entenda que o período não é de férias. O que entra no calendário agora são as horas de brincadeira. Na hora de planejar as diversões, os pais podem dividir o tempo entre atividades de concentração e outras que exijam movimento. Um grande aliado são os livros. Ler é crescer e os pais devem cultivar este hábito, em qualquer circunstância”, recomenda Maria Rosas.

Atividades para entreter os pequenos

Diversas plataformas na internet liberaram acesso a textos com dicas, vídeos e jogos para os pais se divertirem com os pequenos.

– PlayKids: a plataforma de conteúdo infantil oferece dicas de mais de 30 brincadeiras para fazer com os pequenos, atividades para ensinar matemática, outros para imprimir e completar vídeos sobre a higiene das mãos.

Palavra Z: a produtora cultural oferece espetáculos de teatro on-line em alguns dias da semana. Para saber mais acesse: www.palavraz.com.br

Guia Tempo Junto Covid-19: guia digital com brincadeiras e atividades para a época de reclusão. Disponível em: www.tempojunto.com

– Histórias de todos os cantos: página no Facebook que divulga perfil de diversos contadores de histórias que estão fazendo vídeos durante o período de distanciamento social. 

Como fazer a diferença nos estudos e no dia a dia em casa

Em tempo de aprendizagem para todos, parte das instituições de ensino já estão adaptando os conteúdos para plataformas de ensino a distância. Dessa forma, professores e tutores buscarão acompanhar o processo de aprendizagem on-line, mas caberá muito mais aos pais auxiliarem os estudos dos filhos. 

Especialistas da área de educação recomendam que crianças e jovens mantenham a rotina, acordando no horário habitual, vestir-se adequadamente, alimentar-se de maneira saudável e então se dedicar ao estudo dos conteúdos que seriam trabalhados em sala de aula. 

A orientação, também, sugere ser importante respeitar os intervalos. Assim como no colégio, o recreio ou o tempo para relaxar e brincar entre uma atividade e outra é fundamental. O ideal é que os estudantes não sejam sobrecarregados por conta do distanciamento imposto pelo coronavírus.

Quanto à convivência, os educadores orientam que o estudante deve interagir frequentemente com a turma, seja pelas plataformas virtuais disponibilizadas pela escola ou pelas redes sociais, preservando a experiência social.

Outra sugestão, é que os pais controlem o uso excessivo de equipamentos eletrônicos. Como medida de segurança, é recomendado o bloqueio de acesso a salas de bate-papo com desconhecidos.

Texto e fotomontagem: Agência Republicana de Comunicação (ARCO)

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