Para evitar aglomeração, TSE exclui uso da biometria nas eleições municipais

Decisão da Corte Eleitoral foi tomada após reunião de técnicos do tribunal com médicos infectologistas

Publicado em 16/07/2020 - 10:01

Brasília (DF) – Seguindo orientações dos infectologistas que prestam consultoria sanitária para as eleições municipais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai excluir a necessidade de identificação biométrica no dia da votação, marcada para o dia 15 e 25 de novembro, primeiro e segundo turnos, respectivamente.

A decisão do presidente da Corte Eleitoral, Luís Roberto Barroso, foi tomada nesta quarta-feira (15), após uma primeira reunião de técnicos do tribunal com os médicos David Uip, do Hospital Sírio Libanês, Marília Santini, da Fundação Fiocruz, e Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein.

As três instituições firmaram parceria com o TSE para a elaboração de um protocolo de segurança que reduza o risco de contágio durante a votação. Segundo o tribunal, a consultoria sanitária é prestada sem custos.

Motivos para excluir a biometria

Primeiro, o leitor de impressões digitais não pode ser higienizado com frequência, como a cada utilização. Também pesou o fato de que a identificação biométrica tende a causar filas maiores, favorecendo aglomerações, já que o processo é mais demorado do que a simples coleta de assinatura.

A exclusão da biometria será incluída em resoluções para as eleições deste ano, que devem ser apreciadas pelo plenário do TSE a partir de agosto, após a volta do recesso judiciário.

A Justiça Eleitoral iniciou o cadastramento biométrico em 2008, e já colheu as impressões digitais de 119.717.190 eleitores, que estariam aptos a votar pelo novo sistema. O TSE planeja cadastrar todo o eleitorado, estimado em mais de 150,5 milhões de pessoas até 2022.

Ficou definido também na reunião com os infectologistas que a cartilha de recomendação sanitária para o dia da eleição levará em conta cuidados para: eleitores (com regras diferenciadas para os que têm necessidades especiais); mesários; fiscais de partido; higienização do espaço físico das seções; policiais militares e agentes de segurança; movimentação interna de servidores e colaboradores no TSE e Tribunais Regionais Eleitorais (TREs); populações indígenas/locais de difícil acesso; e população carcerária.

O grupo deve se reunir semanalmente para definir as regras e a cartilha de cuidados.

Segundo a Corte Eleitoral, o objetivo do grupo será “proporcionar o mais alto grau de segurança possível para os eleitores, mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral” por conta da pandemia da Covid-19.

Por Agência Republicana de Comunicação – ARCO, com informações do TSE
Foto: Wilson Dias – Agência Brasil

 

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