Idosos x coronavírus: como se proteger desse mal

Idosos republicanos relatam mudança de rotina com o distanciamento social e home office e dão dicas de como manter a saúde durante cenário de crise

Publicado em 27/03/2020 - 00:00

(DF) – Hélio Costa, deputado federal, de 66 anos, trocou temporariamente sua extensa rotina política pelo trabalho em casa, no formato home office. A agenda política presencial no estado de Santa Catarina, aos finais de semana, e a rotina de terça, quarta e quinta-feira, que incluía reuniões em comissões, audiências públicas e votações em plenário na Câmara, agora foram substituídas pelo teletrabalho. A nova rotina inclui reuniões on-line com assessores, atendimento ao público por ligações ou videoconferências, pois a missão enquanto representante do povo não pode parar.

Idosos x coronavírus: como se proteger desse mal“É um período de muita paciência. Temos que nos adaptar ao problema em casa, com a família, mas seguindo a rotina normal. Alinhado a isso, estamos atentos aos fatos e vamos continuar de plantão, eu e minha equipe, neste período de quarentena para poder ajudar no dia a dia das pessoas”, afirmou. Nesse período, ele apresentou duas proposições para minimizar os impactos na economia brasileira em decorrência do novo coronavírus. “Semana passada propus a suspensão das cobranças de taxa de pedágio e que novos protestos de títulos não sejam emitidos pelos cartórios. Estamos analisando o cenário e acompanhando os fatos”, completou.

Idosos x coronavírus: como se proteger desse malOssesio Silva, deputado federal pelo Republicanos Pernambuco, também tem uma rotina semelhante ao colega de Santa Catarina desde o início do avanço do novo coronavírus no país. O republicano adotou o trabalho home office para dar continuidade à atuação parlamentar. “A nova rotina tem sido diferente. Faço parte do grupo de risco e estou seguindo as recomendações do Ministério da Saúde de ficar em casa, lavar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel constantemente. Os idosos devem se conscientizar da importância do distanciamento social no combate ao coronavírus. As sessões e votações, por exemplo, agora podem ser realizadas pela internet, com debates por áudio e vídeo, de forma que as medidas necessárias para conter a disseminação deste vírus são analisadas e votadas”, comentou.

População idosa no Brasil

Até 2050, a Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que o número de pessoas com idade superior a 60 anos chegue a dois bilhões até 2050, o que representará um quinto da população mundial. No Brasil, a projeção não é diferente. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país tinha no ano de 2016 a quinta maior população idosa do mundo e a previsão é que para daqui uma década, em 2030, o número de idosos ultrapasse o total de crianças entre zero e 14 anos. Hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a população idosa no país é de 31,9 milhões, que representa 15% do total.

Idosos e coronavírus

A preocupação das autoridades e órgãos sanitários é a saúde da população mais frágil em razão do avanço rápido da doença no país. Nos jovens, a taxa de mortalidade do novo coronavírus é menor, de 0,2%. Para os idosos, ela chega a 14,8%, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.

A Covid-19 se comporta de modo parecido a uma gripe comum, causada por outro vírus, o influenza. No entanto, sua disseminação é mais rápida e, especialmente, na população acima dos 60 anos e/ou portadora de problemas crônicos, independente da idade, se manifesta mais gravemente. Por isso, a preocupação dos órgãos sanitários em relação a essa parcela frágil da população, pois ainda não há tratamento ou vacina contra o novo coronavírus. A recomendação é que essas pessoas fiquem em casa. Viagens, cinemas, shoppings, shows e outros locais com aglomerações devem ficar para um outro momento. A prevenção é a palavra de ordem para os idosos, que precisam da solidariedade dos mais jovens para não se sucumbirem nesse momento de distanciamento social.

Secretário nacional do Idosos Republicanos, Ossesio frisou a importância da conscientização nesse momento de crise por toda a população brasileira. “Temos que entender que amar e cuidar, neste momento, não é, necessariamente, estar próximo, mas sim, afastar-se, principalmente daquelas pessoas que mais amamos. Temos que olhar para o futuro com fé e esperança e agir para que as nossas ações contribuam para reduzir ou mitigar os riscos de contaminação”, disse.

Hélio Costa completa: “Ficar em casa é recomendação. Portanto, fique com os familiares próximos e proteja-se dos riscos com muita higiene. A mensagem vale também para aqueles que não querem seguir às orientações das autoridades”.

Solidariedade dos mais jovens 

Os jovens e adultos saudáveis devem evitar contato com os idosos e pessoas com doenças crônicas, e ajudar essa parcela mais frágil da população com uma ida ao mercado, farmácia ou padaria, tarefas simples que agora podem ser fatais para os grupos de risco, caso contraiam a doença.

“Jovens, crianças e adolescentes que não apresentam sinal da doença podem transmitir o vírus aos idosos, como por exemplo, ao visitar os avós, que são mais vulneráveis. Por isso, é tempo de responsabilidade e conscientização, sejamos solidários. O momento exige que os idosos restrinjam o contato social”, frisou Ossesio Silva.

Ele lembrou, ainda, que o distanciamento social não significa abandono. “Como defensor dos direitos dos idosos, tenho feito apelo pelas redes sociais para que todos cuidem dos seus anciãos. Neste momento, é indispensável a conscientização da família. Além disso, para superar o distanciamento temos a oportunidade de usar a tecnologia para assistir várias programações pelas redes sociais, canais no YouTube com aulas e conteúdos informativos, além de manter contato com os familiares e amigos por aplicativos de mensagens e vídeo”, completou.

Texto: Laíze Andrade / Ascom – Liderança do Republicanos, especial para a Agência Republicana de Comunicação (ARCO)
Fotomontagem 1 e 4: Arco  
Fotos 2 e 3: Douglas Gomes

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