Covid-19: saiba em quais atividades o risco de contágio é maior

Muitas são as dúvidas quanto ao quesito segurança das atividades que apresentam maior risco de contágio pela Covid-19

Publicado em 22/07/2020 - 14:19

Brasília (DF) – Com o retorno gradual das atividades comerciais e de prestação de serviços, que estavam suspensas para evitar o contágio desenfreado do novo coronavírus (Covid-19), e o afrouxamento do distanciamento social em vários estados e cidades do país, a recomendação de especialistas da área da saúde continua sendo: fique em casa se puder, e caso não seja possível seguir esse protocolo, o uso de máscaras de proteção e a distância de pelo menos dois metros de outra pessoa, além da higienização constante das mãos com álcool gel 70% ou água e sabão são aliados indispensáveis para minimizar os riscos de contaminação pela doença.

Os estabelecimentos também devem cumprir uma série de requisitos de segurança para evitar a disseminação da doença e deverão disponibilizar álcool gel 70% para funcionários e clientes, além de aferir a temperatura na entrada, entre outros procedimentos.

No Brasil, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (21), o acumulado total de infecções no país chegou a 2.159.654 pessoas, 41.008 novos casos na data divulgada, 81.487 óbitos, 1.465.970 recuperados e 612.197 pessoas em acompanhamento.

Nessa fase do “novo normal”, com a flexibilização das medidas restritivas, muitas são as dúvidas quanto ao quesito segurança das atividades que apresentam maior ou menor risco de contágio pela Covid-19.

Levantamento feito pela Texas Medical Association, nos Estados Unidos, traz cinco classificações de diferentes atividades sobre os graus de risco de contágio pela Covid-19: baixo, médio-baixo, médio, médio-alto e alto, com escala de 0 a 10, mais baixo e alto respectivamente. Para ser aplicada com precisão, as pessoas precisam seguir os protocolos de segurança estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pouco risco está classificado na escala 1 e 2 e consiste em atividades como abertura de caixa de correios, pegar entrega de comida, abastecer o carro, jogar tênis e sair para acampar.

Médio-baixo refere-se à escala 3 e 4. Atividades como compras na mercearia, caminhar, correr ou andar de bicicleta e jogar golfe fazem parte do primeiro grupo, respectivamente. Na escala 4, integram ações como estadia em hotel por duas noites, aguardar em sala de espera médica, ir a uma biblioteca ou museu, comer em um restaurante ao ar livre, andar em um centro movimentado e ficar uma hora em um parquinho.

Na escala 5 e 6 são classificadas as atividades de risco médio-alto, tais como jantar na casa de outra pessoa, ir a um churrasco, ir à praia, fazer compras em um shopping center, enviar crianças à escola, creche ou acampamento, trabalhar uma semana em um prédio comercial, nadar em uma piscina pública e visitar um amigo ou parente na casa dele.

Já na posição 7, estão classificadas as atividades de risco médio-alto: ir a um salão de beleza ou barbearia, comer em um restaurante em ambiente fechado, ir a um casamento ou funeral, viajar de avião, jogar basquete, jogar futebol, abraçar ou apertar a mão de amigos.

Atividades de alto risco fazem parte da escala 8, 9 e 10. Integram essa lista comer em um self-service, se exercitar em uma academia, ir a um parque de diversões, ir ao cinema, ir a um concerto musical, ir a um estádio de esportes, ir a um centro religioso com mais de 500 pessoas e frequentar bares.

Como se proteger

O distanciamento social é a medida mais eficaz para evitar o contágio pelo coronavírus. Com a flexibilização das atividades, o uso de máscaras e higienização das mãos são as principais recomendações das autoridades sanitárias, já que o vírus consegue resistir por várias horas ou dias em determinadas superfícies.

De acordo com a New England Journal of Medicine, CDC e University of Califórnia,LA, Princeton,  publicada no site da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o vírus pode resistir em superfícies de aço inoxidável e plástico por 72 horas (3 dias), em papelão 24 horas (1 dia), em cobre 4 horas e em material liquido ou solução aplicada ou transformados sob a forma de aerossol/poeiras 40 minutos a 2 horas e 30 minutos.

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Por Agência Republicana de Comunicação – ARCO
Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

 

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