Republicanos alertam consumidores para compras na Black Friday

Especialistas na defesa do consumidor, os deputados Márcio Marinho e Vinicius Carvalho, dão dicas para aproveitar bem as compras

Publicado em 24/11/2021 - 09:21

Brasília (DF) – A expectativa de encontrar preços mais baixos na Black Friday, na sexta-feira, dia 26, data em que o comércio faz promoções e descontos, os consumidores devem ser cautelosos no momento das compras. É o que recomenda os deputados republicanos Márcio Marinho (BA) e Vinicius Carvalho (SP), que atuam na defesa do consumidor no Congresso Nacional. O objetivo é evitar que a Black Friday tenha fraude.

Neste ano, ao contrário de 2020, as regras sanitárias para o combate à pandemia já não impedem os brasileiros de irem às lojas presencialmente, o que permite que elas possam testar os produtos antes de adquiri-los. Para evitar contratempos e frustações ou até mesmo endividamentos que comprometam o futuro, Márcio Marinho sugere que os consumidores fiquem atentos para não caírem em ciladas ou até mesmo comprar mais do que cabe no orçamento.

Deputado Márcio Marinho/Foto: Douglas Gomes

“É comum nesta época do ano, em que acontece a Black Friday, as pessoas se deslumbrarem com preços ofertados. Antes de tudo, é necessário que o consumidor redobre seus cuidados, devendo primeiro avaliar o consumo consciente, evitando compras desnecessárias e endividamentos. Oriento que se faça uma pesquisa com antecedência do produto que se pretende comprar, verifique se o desconto ofertado pela loja é mesmo real”, sugere Marinho.

Compras on-line

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, as compras on-line saltaram de 7% em março de 2020 para mais de 14% na Black Friday do ano passado. Neste ano, a estimativa é de que a proporção alcance o recorde de 18,7%.

Devido à pandemia, muitos consumidores se acostumaram a comprar on-line. Márcio Marinho dá dicas de como ser bem-sucedido nas compras por esta modalidade.  “Quanto às compras pela internet, verifique se o site em questão é seguro. Vale até consultar o CNPJ da empresa para verificar se está devidamente cadastrada no sistema da Receita Federal. Essa análise irá te garantir uma compra mais segura”, recomenda.

Para quem quer comprar sem sair de casa, as dicas são nunca usar computadores de acesso público, verificar a segurança da página clicando no cadeado que aparece no canto da barra de endereço ou no rodapé da tela do computador. Todo site deve exibir o CNPJ da empresa ou o CPF da pessoa responsável, além de informar o endereço físico onde a loja possa ser encontrada ou o endereço eletrônico para que possa ser contatada.

A página virtual também é obrigada a disponibilizar um canal para atendimento ao consumidor, o chamado Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

Advogado especializando em Direito do Consumidor, o deputado federal Vinicius Carvalho reforça a necessidade de o consumidor ficar atento para evitar que a Black Friday tenha fraude.

Deputado Vinicius Carvalho/Foto: Douglas Gomes

“A Black Friday está chegando e com ela muitos perigos. As promoções de lojas com boa reputação no mercado devem ser aproveitadas, sem nenhuma dúvida. Mas o consumidor precisa ficar atento, pois tem muita gente querendo ganhar vantagem nesta época. Então, sempre alertamos o consumidor, principalmente sobre os golpes dessa data. Promoções fantásticas recebidas via e-mail ou WhatsApp ou até mesmo sites falsos, podem ser formas de roubar dados ou até mesmo dinheiro”, alerta o republicano, que é autor de diversos livros sobre o tema: Consumidor consulte seus direitos; Em defesa do consumidor; Cartilha de orientação ao consumidor e Direito de conhecer seu direito.

“Se o consumidor tiver problemas, deve, primeiramente, entrar em contato com o fornecedor, expor a situação e exigir reparação. Não havendo solução, pode registrar a reclamação no Procon ou entrar com ação no Juizado Especial Cível (JEC) para pequenas causas”, acrescentou Vinicius Carvalho.

Procon 

Acompanhar o preço dos produtos, guardar folhetos promocionais para comprovar os descontos oferecidos durante a grande promoção, comparar os valores cobrados por diversos estabelecimentos e, principalmente, saber quanto se pode gastar são algumas orientações do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

Outra orientação importante do órgão é que os que têm dinheiro em mão e pretendem pagar à vista tentem conseguir melhores descontos.

Outro alerta é para que o consumidor fique atento às ofertas promovidas logo antes da Black Friday. É comum que algumas empresas subam o valor de determinados produtos na véspera da promoção, para depois baixar o preço, simulando descontos. Essa publicidade enganosa é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor. De acordo com a assessoria do Procon, o órgão não vai fazer plantão para receber eventuais reclamações durante a sexta-feira de ofertas.

Em caso de descumprimento de ofertas, publicidade enganosa ou qualquer outro desrespeito ao direito do consumidor, denúncias podem ser feitas na página do Procon  de sua cidade na internet no Portal do Consumidor.

Dicas para que a Black Friday não tenha fraude

– Desconfie de preços muito abaixo da média, pois podem ser indícios de fraude;
– Tenha cuidado com ofertas tentadoras enviadas por e-mail, por SMS ou anunciadas nas redes sociais, especialmente de lojas desconhecidas;
– Para se certificar de estar fazendo uma compra segura, nunca utilize computadores de acesso público. Para verificar a segurança da página, clique na figura de cadeado que aparece no canto da barra de endereço ou no rodapé da tela do computador. O endereço da loja virtual deve começar com https://;
– Ao efetuar as compras, prefira pagar com cartão de crédito, e atenção com sites que só aceitam receber por boleto ou transferência bancária, pois, se você tiver problema com a compra, é mais difícil conseguir ressarcimento junto ao banco;
– Nunca informe dados do cartão de crédito pelas redes sociais. Desconfie de lojista que solicita essas informações;
– Todo site deve exibir o CNPJ da empresa ou o CPF da pessoa responsável, além de informar o endereço físico onde a loja possa ser encontrada ou o endereço eletrônico, para que possa ser contatada;
– A página virtual também é obrigada a disponibilizar um canal para atendimento ao consumidor, o chamado Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC);
– Prefira comprar de lojas reconhecidas ou indicadas por amigos e familiares. Pesquise a reputação em sites que avaliam lojas virtuais. Os comentários de consumidores nas redes sociais podem servir de suporte nesse caso.

Texto: Agência Republicana de Comunicação, com informações do Procon
Foto destaque: Banco de imagem – ARCO 

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