Bate-papo político da FRB abordará o combate à violência sexual contra menores

Evento contará com a participação de especialistas e será realizado no dia 15/09. Inscrições são gratuitas

Publicado em 20/08/2017 - 00:00

Brasília (DF) – Agendada para o dia 15 de setembro, às 19h, a 3ª edição do Bate-Papo Político da Fundação Republicana Brasileira (FRB) abordará o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. O objetivo é promover um diálogo aberto sobre o assunto, de forma a conscientizar a comunidade sobre como proteger os menores e identificar potenciais agressores. A proposta captará ideias dos participantes para possíveis políticas públicas de enfrentamento a este crime.

O evento ocorrerá em continuidade à parceria com a frente parlamentar presidida pelo deputado federal Roberto Alves (PRB-SP) e contará com a participação de especialistas, como a delegada adjunta Patrícia Simone Bozolan, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e a psicóloga Alessandra Areias, membro da Associação Brasileira de Neuropsicologia. Famílias, conselheiros tutelares, assistentes sociais e membros dos serviços de acolhimento do Distrito Federal estão convidados.

Para participar, os interessados devem inscrever-se gratuitamente no portal da FRB e comparecer no dia e horário determinados. Qualquer pessoa, com pelo menos 16 anos (se autorizada pelos pais) pode participar, independente do grau de instrução e ideologia político-partidária. A secretaria da instituição emitirá certificado de participação (que contabiliza carga horária de atividades complementares para o caso de estudantes universitários, por exemplo).

Por que participar?

Os números da violência sexual no país são assustadores. Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisa Especializada (Ipea), com base nos dados de 2011 do Sistema de Informações de Agravo e Notificações do Ministério da Saúde (Sinan) aponta que 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes. Em 2015 e 2016, o Disque 100 recebeu 37 mil denúncias do crime praticado contra pessoas de até 18 anos. A maior parte das vítimas eram meninas.

Em geral, as denúncias são referentes a crimes de abuso e exploração sexual, mas também há um percentual de ligações relacionadas a violações como pornografia infantil e sexting – quando conteúdos de intenção sexual são compartilhados por mensagens de texto ou fotos (popularmente chamadas de nudes) via celular. Negligência e violência psicológica também são comumente denunciadas. Em geral, os crimes de abuso e estupro são cometidos por pessoas de convívio das crianças, como pais, padrastos, parentes próximos ou conhecidos das famílias.

Mais informações pelo telefone (61) 3321-1112.

Texto: Suellen Siqueira / Ascom – FRB
Foto: Agência PRB Nacional

 

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