A inflação nossa de cada dia

Marcos Pereira fala sobre o cenário econômico do país e a desvalorização do real

Publicado em 07/02/2016 - 00:00

Qualquer pessoa minimamente ligada no noticiário ouve todos os dias falarem de inflação. Então são mostrados alguns números, estatísticas percentuais, comparações com outros períodos e comentários em “economês” às vezes difíceis de compreender.

Vamos direto ao assunto: a inflação nada mais é do que o aumento do nível de preços de um determinado conjunto de bens e serviços, ou seja, itens de alimentação básica, vestuário, higiene, educação, transporte e comunicação, por exemplo.

A dona de casa sabe mais sobre inflação do que imagina. A cada visita ao supermercado para fazer as compras do mês ela geralmente nota se o preço do arroz, do feijão e dos legumes subiu ou caiu. Lamentavelmente, os últimos meses têm sido de sustos e preocupações.

A inflação no Brasil hoje está na perto dos 11%. Isso significa que, se um saco de arroz custa R$ 10 hoje, no próximo mês ele poderá estar valendo R$ 11,10. O salário do trabalhador, no entanto, não sobe na mesma proporção. Neste caso, o dinheiro acaba por perder seu valor.

Há alguns anos comprava-se mais coisas com menos dinheiro. Você já deve ter percebido isso. Experimente pegar R$ 100 e ir ao supermercado. Levará um susto ao notar que seu carrinho sairá de lá bem vazio. Isso sem falar no aumento da energia, do telefone, do combustível.

Ao governo cabe implementar políticas públicas capazes de controlar a inflação. Este tema é um pouco mais complexo e eu precisaria de mais espaço para explicar. O que posso resumir é que as medidas tomadas até agora – desde o início da atual crise – mostraram-se ineficientes.

Soma-se à disparada dos preços a recessão – a desaceleração da economia devido ao período de incertezas – e, especialmente, o desemprego. Somente em 2015 foram fechados mais de 1,5 milhão de postos de trabalho formais, uma alta preocupante.

O passo inicial para recuperar a economia brasileira é melhorar o ambiente político. Isso só é possível com sinais claros, objetivos e responsáveis por parte do governo e o fim das bravatas. O tempo do marketing político já foi. Não dá mais pra governar no gogó.

É hora de firmar os pés na realidade e dar respostas efetivas à sociedade. O cidadão está impaciente e desacreditado com a política e os políticos, o que é bastante compreensível diante do contexto atual. Mas devemos continuar acreditando.

*Artigo publicado na edição de hoje (07/02) na Folha Universal

Marcos Pereira

Advogado e Presidente Nacional do PRB

 

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