Washington Uchôa participa do I Fórum de Parkinson em Volta Redonda

O objetivo do fórum foi encontrar soluções para um progresso na qualidade de vida dos portadores da doença

Publicado em 01/05/2019 - 00:00

Volta Redonda (RJ) – A Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos (Smidh), em parceria com o vereador Washington Uchôa (PRB), promoveu o I Fórum de Parkinson, na última quinta-feira (25), no auditório do Instituto Federal de Educação do Estado (IFRJ).

Segundo Washington Uchôa, o objetivo do fórum foi encontrar soluções para um progresso na qualidade de vida dos portadores de Parkinson. “Estou muito feliz em participar desse fórum. Agora, após ouvir as demandas, vamos buscar formas de ajudar”, disse.

O prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva, destacou que o poder público está atento à situação das pessoas com Parkinson. “Sabemos que a doença não tem cura, é progressiva, e que não existe uma legislação nacional para quem tem Parkinson. Mas vamos buscar a melhor forma de tratamento para que todos tenham a melhor assistência em Volta Redonda e seremos referência neste trabalho social. A vida continua para as pessoas, apesar das limitações impostas. Mas essas limitações podem ser superadas com uma boa convivência familiar e social, melhorando a qualidade de vida dessas pessoas”, falou.

O secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, lembrou que a saúde trabalha com 200 a 250 pessoas com Parkinson na Atenção Básica de Saúde, na Policlínica da Cidadania e que o atendimento será ampliado. ” O Hospital Santa Margarida será um espaço maior para este atendimento especializado. Vamos aumentar o atendimento e a capacitação dos profissionais de Saúde para melhor identificar este diagnóstico”, afirmou.

O aposentado Hamilton Guerra disse que as pessoas ainda evitam aceitar a doença. Ele está escrevendo um livro de poesia e contos que terá como título “Superação”, a ser lançado com apoio de uma universidade.

Já a médica Denise Oliveira citou que o seu irmão, Domício Oliveira, era um excelente desenhista. “Quando o Parkinson chegou, mudou ele, mas revelou outro talento. Ele descobriu as cores na pintura”, comparou.

Atualmente, a Associação dos Portadores de Parkinson, Esclerose Múltipla e AVC de Volta Redonda (Appema-VR) não tem sede própria, mas se reúne mensalmente na sede da Secretaria de Políticas para Mulheres, Idosos e Direitos Humanos, no bairro Nossa Senhora das Graças, que serve como um espaço de convivência para os portadores de Parkinson.

Doença

O Parkinson é uma doença neurológica que afeta o sistema nervoso central, pela morte de células produtoras de dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos. Tem maior incidência após os 60 anos. Como seu início é insidioso, há dificuldade em se precisar a data do aparecimento.
Uma das principais reivindicações de quem tem Parkinson, é que a legislação os reconheça como pessoas com deficiências para que possam ter o devido amparo do poder público no Sistema Nacional de Saúde.

Texto e foto: Ascom – vereador Washington Uchôa

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