Crivella inicia entrega de 15 mil papeleiras e 12 mil contêineres de lixo

Vandalismo e furto são as principais causas de perdas de equipamentos

Publicado em 18/01/2019 - 00:00

Rio de Janeiro (RJ) – O prefeito Marcelo Crivella (PRB) iniciou nesta quinta-feira (17), em Copacabana, a entrega de 15 mil papeleiras e 12 mil contêineres de lixo, que serão instalados em ruas e praias de toda a cidade. Para atender ao pedido da população carioca, Crivella negociou com os fornecedores a antecipação da entrega dos equipamentos. O trabalho de reposição seguirá durante a semana e também no fim de semana. Cada papeleira custou R$ 88,33. Já o preço unitário do contêiner foi de R$ 284,99.

“A população pode ficar tranquila porque estamos recolocando as ‘laranjinhas’ (papeleiras) na cidade inteira. Mas eu gostaria de fazer um apelo. Peço à população do Rio que cuide das lixeiras porque isso custa caro e nós temos constantes vandalismos. Através do 1746, temos agora um lugar para as pessoas mandarem fotos. Por favor, mande uma foto do seu celular mostrando o ato de vandalismo para que a gente possa tomar providências”, pediu o prefeito.

Atos de vandalismo e furto são os principais motivos de perda dos dois tipos de equipamentos. No caso das papeleiras, o vandalismo atinge em algumas áreas até 25%. A Comlurb tinha instalado 64.616 unidades pela cidade e cerca de 13.600 já foram vandalizadas. Além disso, aproximadamente 17 mil foram perdidas por motivos diferentes, sendo 18% por conta de furtos, entre 9% e 10% por se tornarem sucata e 72% sofreram desgaste natural, sendo retiradas pelas gerências regionais da companhia. Restavam cerca de 34 mil papeleiras, após algumas reposições, manutenção e conserto do que era possível ser recuperado pela Comlurb.

No caso dos contêineres, a perda por furto é maior do que por vandalismo. Nos últimos três anos, o percentual de furto, danos e fim de vida útil desse tipo de equipamento chegou a 70%. No carnaval, durante a passagem de blocos, 19% dos contêineres colocados para atender aos foliões foram furtados. No Sambódromo e Terreirão, chega a 21%. De acordo com a Comlurb, durante o réveillon, apenas na orla de Copacabana foram instalados 750 contêineres e 121 deles foram roubados.

“A população tem que se conscientizar que o bem público é como a extensão de sua própria casa. Temos que zelar e preservar. Cada vez que um ato de vandalismo ou de furto acontece, todos perdemos. As áreas e os bens são compartilhados e devem ser cuidados pela comunidade”, afirmou o presidente da Comlurb, Tarquínio Almeida.

A disposição das papeleiras nas ruas e dos contêineres nas praias respeita um planejamento e estudos realizados por técnicos da Comlurb. A nova reposição irá obedecer às regras de instalação nas áreas onde a companhia detectou maior necessidade. No caso das papeleiras, a prioridade será por locais com maior fluxo de pedestres, centros comerciais, pontos de ônibus e de táxi.

Para reduzir perdas futuras por conta de vandalismo, as papeleiras passaram por estudos e os novos equipamentos entregues apresentam mudanças que os tornam mais resistentes e dificultam a abertura sem chave.

A durabilidade das papeleiras é de até cinco anos, recebendo limpeza, manutenção e o cuidado da população. A Comlurb reforça que elas são destinadas apenas para pequenos resíduos. Se receberem lixo domiciliar, caixas e sofrerem uso de força para inclusão de objetos grandes, o tempo de vida útil cai. Já os contêineres, além de sofrerem muitas perdas por furto, estão mais expostos aos efeitos da maresia, sol e chuva, demandando mais cuidados.

Texto: Ascom – Prefeitura do Rio de Janeiro

Reportar Erro