Com a missão de cuidar das pessoas

Paulo Baltazar destaca a importância de investimentos para aprimorar o sistema de saúde, bem como valorizar o profissional de medicina

Publicado em 06/02/2016 - 00:00

A medicina, vocação de quem intenciona cuidar das pessoas, me levou para a política nos anos 90. Hoje, décadas depois, ainda faço política como médico vocacionado, cuidando daqueles que necessitam Isso, não me isenta do compromisso de pensar e trabalhar em temas relevantes tais como educação, emprego e mobilidade urbana, mas é na saúde pública que minha responsabilidade profissional se completa. Diante disso, cabe neste artigo uma reflexão sobre a transversalidade da saúde pública com outros setores estratégicos para a qualidade de vida de nossa gente.

Um tema que capta nossa atenção merecidamente, por exemplo, é o avanço da medicina com aporte de ciência, tecnologia e inovação. Muitas cidades já beneficiam seus contribuintes como novas dinâmicas de marcação de consultas, monitoramento de endemias, controle de zoonoses e outras facilidades que a tecnologia vem permitindo.

Neste sentido, é fundamental na gestão pública investir em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para aprimorar nosso sistema de saúde. E por mais que se invista em equipamentos, softwares e inovações de diagnóstico, nada disso se fará eficiente sem o trabalho do médico.

Valorizar o profissional da medicina é a garantia de que a população terá atendimento digno na hora da necessidade. É por isso que, na semana passada, repercutiu-­se tanto nas redes sociais e no meio político, o que surgiu como possibilidade, mas logo descartada pelo poder público municipal, a demissão de médicos do Hospital São João Batista. Sem o efetivo médico, o caos no atendimento somente prejudica o cidadão. Da mesma forma, ficamos apreensivos com as anunciadas demissões na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Em vários setores o clima é apreensivo.

Neste ponto, também refletimos sobre outra questão que muito toca o cotidiano das pessoas e que demanda ação de gestão imediata: o desemprego. Recente pesquisa aponta que o setor produtivo está demitindo mais do que contratando. Ou seja, o cenário é de crise e a garantia do emprego é um desafio do desenvolvimento. O fantasma do desemprego provoca ansiedade, depressão e outros males da saúde, gerando um problema acumulado. É preciso espantar a crise com trabalho constante, incentivando investimentos e abrindo oportunidades em setores diversos, que garantam o emprego de cada pai ou mãe de família na cidade.

A partir desta observação, estamos conversando com as famílias, lideranças e empreendedores de Volta Redonda, na condição de pré-­candidato a prefeito, buscando sugestões e projetos que nos ajudem a afastar este sintoma triste de uma economia que sofre os reflexos da crise política e econômica. Uma proposta prática que vamos apresentar é o Observatório do Emprego. Um grupo dedicado a pesquisar os dados de contratação e formação e auxiliar na formulação de políticas públicas para o mercado de trabalho. Criar oportunidades e garantir o emprego é o que podemos fazer de mais urgente nesta missão de cuidar das pessoas.

 

*Paulo Baltazar é vereador pelo PRB Volta Redonda (RJ)

 

Reportar Erro