Violência política psicológica: você sabe o que é?

Saiba o que é e como se configura a violência política no nosso país

Publicado em 15/10/2020 - 15:00

Brasília (DF) – Em uma das campanhas eleitorais mais voltadas para a inserção de mais mulheres na política e de afirmação do papel da mulher nos espaços de poder, ainda é fácil ver muitas mulheres passando por humilhações, difamações e sinais explícitos de descrédito. Essas ações vindas de homens e mulheres contra mulheres, chama-se de violência psicológica política. No Brasil, as mulheres ocupam apenas 15% das cadeiras no Legislativo e a violência psicológica política é uma das razões para o afastamento da mulher ocupar cargo público.

A deputada Rosangela Gomes (Republicanos-RJ), conta que quando foi a única vereadora, mulher da Câmara de Vereadores de Nova Iguaçu, travou uma batalha com sua posição na Casa de Leis. “Precisamos impor nossa voz e não ser mais vítima desse tipo de violência. Enquanto estive vereadora pude notar, o quanto a mulher era desacreditada na política. Infelizmente hoje ainda acontece. Aos poucos a sociedade vai entendendo que temos potencial e podemos estar onde quisermos”, ressaltou.

A violência política psicológica induz a mulher a pensar que não possui competência e qualificação para lidar com questões políticas, e ocorre quando ela é interrompida frequentemente em ambientes políticos; quando há a evidente dispersão dos interlocutores; a sinalização de descrédito; a classificação da mulher como histérica e também em episódios de difamação, intimidação com agressividade dos gestos e palavras e até ameaças.

De acordo com dados da União Parlamentar Internacional, quase 82% das parlamentares ouvidas experimentaram violência psicológica; 44% receberam ameaças de morte, estupro, espancamento, sequestro; e 25% experimentaram violência física. São números que são chocantes. A Organização das Nações Unidas conceitua a violência política como qualquer tipo de agressão física, psicológica ou sexual contra mulheres candidatas, eleitas ou nomeadas, no exercício da função pública ou contra a sua família.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
Edição: Gisele Rocha/Ascom Mulheres Republicanas Nacional
Foto: reprodução

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