TSE e WhatsApp contra a desinformação nas Eleições 2020

Rosangela Gomes que já foi vítima das chamadas fake news, comemora a parceria

Publicado em 10/10/2020 - 08:32

Brasília (DF) – O Tribunal Superior Eleitoral divulgou uma parceria recém-formada com o WhatsApp. Os dois se juntam para evitar a disseminação das chamadas fake news durante as Eleições 2020. Através de um formulário online todos podem fazer denúncias, principalmente dos disparos de mensagens que são feitos em massa, característica das falsas notícias.

Rosangela Gomes, que é candidata à Prefeitura de Nova Iguaçu (RJ) comemorou a iniciativa: “Essa questão de boatos é um dos maiores desafios para as eleições de 2020. Sabemos dos malefícios que uma notícia falsa pode causar. Fake News é crime e todas as vezes que nos acusarem injustamente faremos a nossa parte como cidadãs. Devemos ir à delegacia e fazer o boletim de ocorrência, porque quem comete esse tipo de crime tem que arcar com as consequências, portanto, o TSE está de parabéns pela iniciativa”, finalizou.

Pela primeira vez, nas eleições deste ano, o disparo de mensagens em massa foi expressamente proibido pela Justiça Eleitoral na norma sobre propaganda eleitoral. Os termos de uso do WhatsApp também não permitem a prática. As mensagens do tipo em geral são impessoais e costumam trazer conteúdos alarmistas e acusatórios. A Justiça Eleitoral incentiva que o eleitor faça a denúncia se receber mensagens suspeitas provenientes, por exemplo, de contatos desconhecidos ou de vários grupos ao mesmo tempo.

O próprio WhatsApp se comprometeu, junto ao TSE, a investigar as denúncias e inativar contas suspeitas, encaminhando as informações pertinentes às autoridades. O formulário de denúncia faz parte de uma série de medidas anunciadas nesta semana pela Justiça Eleitoral para combater o que chama de “comportamentos inautênticos” relacionado às eleições na internet, em especial nas redes sociais. Um exemplo que costuma ser dado é o uso de robôs e contas falsas para promover artificialmente campanhas de ódio contra candidatos e instituições.

Tais comportamentos são “muitas vezes provenientes de verdadeiras milícias digitais, organizadas hierarquicamente, com financiamento privado e atuação concertada para a difusão de mentiras e ataques às instituições”, disse o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso.

Texto: Gabbriela Veras | Ascom Mulheres Republicanas Nacional e Agência Brasil
Foto: Marcello Casal | Agência Brasil

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