TPM: um passo para a descoberta precoce do câncer

Exame desenvolvido pode detectar a doença com quatro anos de antecedência

Publicado em 28/07/2020 - 08:34

Brasília (DF) – O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que em 2020, pelo menos 600 mil pessoas tenham novos diagnósticos da doença no país. Ainda segundo o Instituto, em 2018, pelo menos 220 mil brasileiros morreram em decorrência de complicações causadas pelos mais diversos tipos de tumor. O principal remédio é o diagnóstico precoce que é feito a partir de exames de rotina. Porém, os cientistas desenvolveram um exame que pode detectar a doença ainda mais cedo: quatro anos antes dela apresentar os sintomas.

Os pesquisadores são da China e Califórnia, nos Estados Unidos, e eles desenvolveram esse exame que pode detectar cinco tipos de tumor de forma muito precoce. Os cânceres colorretal, estômago, esôfago, pulmões e fígados. A incidência da doença no colo e reto, por exemplo, é a segunda maior em homens e mulheres, foram mais de 40 mil diagnósticos em 2018, ficando atrás somente do câncer de mama e do de próstata. Porém, o câncer de pulmão é o que mais mata homens no país e é a segunda maior causa de morte entre as mulheres.

Para a secretária do Mulheres Republicanas Roraima, que também é presidente da Liga Roraimense de Combate ao Câncer, vereadora Dra. Magnólia Rocha, a ciência tem evoluído, mas mesmo assim é preciso a colaboração dos pacientes. “Definitivamente esta notícia é maravilhosa e nos dá muita esperança no que diz respeito ao diagnóstico precoce dos cânceres, mas mesmo com esse exame é preciso que as pessoas procurem centros médicos e se cuidem, assim toda e qualquer doença poderá ser evitada”, explica.

O diagnóstico precoce de fato salva vidas, por isso que essa descoberta é um grande avanço na cura da doença. O índice de acerto, por exemplo, foi de 91% no câncer de esôfago e chegou a 100% no câncer de fígado. Além disso, o exame encontrou a doença em 88% das pessoas que já tinham o diagnóstico. Quem não tinha o diagnóstico, por exemplo, conseguiu ter resultados 95% eficazes com relação ao reconhecimento das amostras cancerígenas.

O exame, no entanto, não funciona para a previsão de quem terá ou não câncer. O método só é eficaz para identificar quem já tem algum tipo de tumor, mas continua sem sintomas ou negativando os métodos de detecção atuais.

Texto: Gabbriela Veras | Ascom – Mulheres Republicanas, com informações do Instituto Nacional de Câncer
Foto: Freepik

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