TPM: pesquisadores brasileiros podem ter descoberto a cura do HIV

Especialistas contam que paciente está há 17 meses sem o vírus. Republicana explica

Publicado em 21/07/2020 - 13:44

Brasília (DF) – A ciência está evoluindo cada vez mais e o que antes era considerado impossível, agora está perto de uma solução: a cura da síndrome da imunodeficiência adquirida, a Aids. Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unufesp), realizaram um estudo com um tratamento para 30 pessoas infectadas pelo vírus HIV, o grupo apresentou uma melhora considerável.

A equipe de pesquisas é coordenada pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz. Eles usaram um misto de medicamentos, substâncias que matam o vírus da AIDS e uma vacina produzida com o DNA de cada pessoa, que faz com que o sistema imunológico reaja e encontre as células infectadas. “A gente intensificou o tratamento. Usamos três substâncias no estudo, além de criar uma vacina”, disse o pesquisador.

A republicana Janaína Naumann, que é biomédica, professora universitária e especialista em anatomia e histologia humana, fala da atenção que essa trajetória deve ter. “É um passo importante, mas ainda há uma caminhada longa pela frente. Não se sabe se o paciente está curado, até hoje apenas três casos são considerados como cura erradicante da AIDS em todo o mundo. São pacientes nos quais o vírus foi completamente removido e não se reapresentaram no organismo: um caso ocorreu na Inglaterra e dois na Alemanha. Caso o tempo mostre que o vírus não voltou, poderemos falar em cura”, explicou.

HIV no mundo

Os últimos dados sobre a doença foram apresentados pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids em 2016. Naquele ano, 36,7 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com o vírus e quase dois milhões seriam infectadas no mesmo ano. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) contabilizou, até junho de 2016, quase 843 mil casos da doença, cuja maioria era constituída por homens (65,1%); o país é o que mais concentra novos casos de infecções (49%) na América Latina, segundo a Unaids. Um terço das novas infecções ocorre em jovens de 15 a 24 anos.

A doença do sistema imunológico, causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), torna uma pessoa mais propensa a outras doenças, como o câncer, por exemplo. As principais maneiras de transmissão são as relações sexuais desprotegidas, as transfusões com sangue contaminado, o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas injetáveis e a disseminação de mãe para filho, durante a gravidez, parto ou amamentação.

Foto: Gabbriela Veras | Ascom – Mulheres Republicanas, com informações do Ministério da Saúde
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