Saúde é prioridade para Daniela de Oliveira em Feira de Santana

Pré-candidata acredita que a mulher pode fazer a diferença na política

Publicado em 17/09/2020 - 08:29

Feira de Santana (BA) – “O lugar da mulher é na defesa da família, da saúde de seus filhos da educação de qualidade defendendo os princípios e valores que ela acredita!”. Assim, de forma firme e direta, são as palavras da pré-candidata a vereadora, Daniela de Oliveira, de Feira de Santana, no estado da Bahia.

Baiana, a republicana, de 36 anos, vem para seu primeiro desafio na vida política. Ela é de família simples, de seis irmãos e tem como sua principal bandeira a luta por pessoas com deficiência, uma vez que sua filha Renata também é deficiente. “É engraçado que quando me tornei mãe da Renatinha, perdi minha identidade. Nos lugares que frequento com ela, devido aos tratamentos de fisioterapia, fonoaudiologia e demais terapias, sou chamada de Dani de Renatinha”, ressaltou

Em Feira de Santana, Daniela tem uma rede de mães especiais que se ajudam mutuamente. “Quando uma mãe que está precisando de uma cadeira de rodas, cadeira de banho, medicação, fraldas, suplementos ou dieta, sondas, seringas e outras coisas para seu filho, eu procuro localizar outra mãezinha que tenha esses materiais disponíveis para doar ou trocar entre si, assim, eu articulo para que as mesmas recebam os materiais”, disse.

A republicana conta que teve uma infância muito difícil. Ela foi vítima de abuso sexual aos 11 anos por um tio. “Cresci com esse trauma, me tornei uma pessoa reservada de poucos amigos e, aos 18 anos, casei com um homem de 32 anos na esperança de fugir de perto do meu abusador. Foi um grande, erro pois meu marido mostrou um lado que não conheci quando namorávamos. Ele era agressivo, possessivo e me maltratava muito”, disse Daniela que acrescentou a contar seu convívio com o agressor por sete anos, até tomar a atitude de denunciá-lo pela Lei Maria da Penha. “Ele me proibia de estudar, trabalhar e de ter minha independência financeira. Me separei dele já fazem quase 11 anos e fui viver com meus filhos sozinha, longe de meus familiares, e consegui terminar meu ensino médio, mas quero mais”, comentou.

ENTREVISTA

Mulheres Republicanas – Como ingressou na vida política?
Daniela – Ingressei por vontade própria, pela necessidade que vejo de alguém que possa lutar pela minha bandeira, saúde e pessoas com deficiência, não fui convidada nem indicada por ninguém.

Mulheres Republicanas – Qual seu objetivo como pré-candidata?
Daniela – Meu objetivo como pré-candidata a vereadora é trazer aos eleitores do meu município como é real a falta de acesso e direitos que as pessoas com deficiência passam. Quero mostrar a saúde caótica e desumana que não só os PCDs sofrem, mas também o público em geral como idosos, crianças e pessoas com diversas comorbidades enfrentam rotineiramente.

Mulheres Republicanas – Porque escolheu o Republicanos?
Daniela – Escolhi o Republicanos por ser um partido ficha limpa e que é comprometido com a família, com a moral e o social .

Mulheres Republicanas – Como você vê o papel da mulher na política?
Daniela – Infelizmente, ainda percebo um pequeno desinteresse das mulheres quanto a política. Observo que as mulheres ainda se mantêm na retaguarda com pensamentos ultrapassados de que política é coisa de homem. Eu, particularmente, acredito que é de fundamental importância a participação da mulher na construção da sociedade, já temos no nosso DNA a natureza instintiva de administrar nossa casa, a educação dos filhos, nossos estudos e por aí vai. O papel de gerenciamento é nato em nós!

Mulheres Republicanas – Qual sua prioridade se eleita?
Daniela – Minhas prioridades, se eleita, é a saúde e assistência às pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, quero fiscalizar os recursos da saúde em meu município.

Mulheres Republicanas – Qual o seu diferencial na política?
Daniela – Meu diferencial é que como mãe de uma criança com deficiência, tenho amplo conhecimento e experiências nos quesitos saúde e acessibilidade. Sei por que vivo na pele há 14 anos o descaso da saúde pública municipal, falo também pelo que acompanho com minhas amigas mães especiais também passam.

Texto: Gisele Rocha / Ascom – Mulheres Republicanas
Foto: cedida

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