Home office e afazeres domésticos sobrecarregam rotina para mulheres

Pesquisa do Datafolha aponta que para 64,5% das mulheres aconteceu o acúmulo de trabalho

Publicado em 09/08/2020 - 18:20

Brasília (DF) – Com a pandemia do novo coronavírus, muitas mulheres tiveram que se adaptar a um novo modo de trabalho o home office. Na sua maioria, 100% do trabalho ainda está sendo por esse tipo de posição, em casa. Esse modo pegou muitas mulheres de surpresa e elas tiveram que se reinventar. De acordo com uma pesquisa do Datafolha, as mulheres acabaram acumulando funções, como os afazeres domésticos, vida pessoal, trabalho e cuidados com a família.

A pesquisa revelou que as mulheres brasileiras estão mais estressadas e ansiosas que os homens. De acordo com a pesquisa, encomendada pelo C6 Bank, 57% das mulheres que passaram a trabalhar em regime de home office disseram ter acumulado a maior parte dos cuidados com a casa. Entre os homens, este percentual é de 21%.

Outra pesquisa, realizada pela Gênero e Número em parceria com a Sempreviva Organização Feminista (SOF) a partir de dados coletados com 2.641 mulheres de todo o país, apontou para uma maioria absoluta que teve aumento da demanda de preparar ou servir alimentos (80,5%), lavar louça (81%) e limpar a casa (81%).

A secretária executiva nacional do Mulheres Republicanas, Rosana Ribeiro, falou sobre o assunto, já que 99% da sua equipe é composta por mulheres e algumas trabalham em home office. “Realmente a demanda aumentou com a pandemia. Estamos sempre em contato com nossos colaboradores que trabalham de casa e percebemos esse acúmulo de função. Procuramos nos organizar para que não prejudique o desenvolvimento do trabalho”, disse.

A falta de organização do tempo ou até mesmo o acúmulo de funções pode causar doenças graves, como sobrecarga mental, por exemplo. Muitas das vezes a mulher é a única adulta na casa, realidade vivida por muitas mães. De acordo com a pesquisa, intitulada “Sem parar: o trabalho e a vida das mulheres na pandemia”, 50% das mulheres passaram a apoiar ou a se responsabilizar pelo cuidado com outra pessoa, seja ela um familiar (80,6%), um amigo (24%) ou um vizinho (11%).

Texto: Gisele Rocha | Ascom – Mulheres Republicanas Nacional,com informações da Agência Brasil
Foto: Getty Images

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