Ana Lúcia quer monitoramento constante dos dados da violência no Recife

O objetivo do observatório é criar dados que ajudem na efetivação de políticas públicas de proteção à mulher

Publicado em 21/03/2021 - 13:00

Recife (PE) – A vereadora professora Ana Lúcia (Republicanos) propôs, por meio de um projeto de lei que segue em tramitação na Câmara Municipal de Recife, a criação de um observatório de informações sobre a violência contra a mulher na capital. O objetivo da republicana é conhecer os dados reais dos crimes, trabalhar nessas informações e, assim, criar políticas públicas efetivas de proteção à mulher.

Para a vereadora, intensificar a vigilância é essencial. “Estamos diante de uma realidade que comprova o aumento de casos de violência contra a mulher. Além da crise de saúde, estamos enfrentando uma crise econômica que tende a agravar ainda mais essa situação, já que muitas mulheres acabam dependendo financeiramente de seus parceiros. Precisamos intensificar os meios de combate e prevenção à violência contra a mulher em nossa cidade”, destacou.

De acordo com a vereadora, o observatório terá, entre outros, o objetivo de promover estudos, pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes. Serão levadas em consideração informações como o grau de parentesco entre a vítima e o agressor, a dependência econômica e a cor ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher. Os resultados dos relatórios serão unificados e avaliados periodicamente:

“O Observatório da Mulher Recifense irá buscar, através de dados consolidados, auxiliar na efetivação de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher de forma adequada, devidamente direcionada e eficaz”, conclui Ana Lúcia.

Violência no Recife

Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) mostram que, em março e abril de 2020, início da quarentena, foram registrados 5.664 crimes praticados contra mulheres em domicílios pernambucanos. Nesses dois meses, a polícia notificou 106 denúncias de agressões contra idosos com mais de 65 anos, enquanto foram prestadas 201 queixas de delitos sexuais que vitimaram crianças e adolescentes. As estatísticas de maio só devem ser concluídas pela SDS na próxima semana.

Os números representam quedas em relação ao mesmo período de 2019, quando houve 7.295 registros dos crimes. Porém, isso não significa que a violência do tipo esteja diminuindo. A principal preocupação dos órgãos governamentais é que a subnotificação esteja acontecendo, já que a maioria das mulheres tem medo de denunciar os agressores, com quem convivem diariamente em casa, especialmente no período da quarentena.

Texto: Anabelli Cavalcanti | Ascom Vereadora Professora Ana Lúcia com colaboração de Gabbriela Veras | Ascom Mulheres Republicanas Nacional
Informações: Secretaria de Defesa Social do Recife (PE)
Foto: Lucas Oliveira

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