Envelhecer não é doença

Mensagem do secretário nacional do Idosos Republicanos, deputado federal Ossesio Silva

Publicado em 01/07/2021 - 08:39

Neste mês, Junho Violeta, foram realizadas diversas campanhas de conscientização e valorização do idoso visando promover o enfrentamento da violência sofrida pelas pessoas idosas. Destacamos que ações como essas devem ser permanentes, porém precisamos ficar atentos e combater a violência social que geralmente se manifesta de forma sorrateira.

Nesta semana, para nossa supressa, nos deparamos com uma notícia veiculada na mídia que revelou de forma explicita uma violência social que está em marcha contra as pessoas idosas – em escala internacional. Pasmem, a proposta da nova edição de Classificação Internacional de Doenças (CID 11), afirma que a velhice é uma doença, como um diagnóstico, sob o código MG2A, com sinais, sintomas ou achados clínicos.

Aprovada em 2019 em assembleia da Organização Mundial de Saúde (OMS), a nova classificação está prevista para entrar em vigor em janeiro de 2022, com a anuência de aproximadamente 200 cientistas. A proposta causa perplexidade e indignação naqueles que vêm a velhice, como ela é – uma etapa da vida, um processo natural do ser humano que jamais deve ser considerado como doença.

A classificação, além de preconceituosa, é incoerente com o que determina a Constituição Federal e o Estatuto do Idoso, além de afrontar as próprias normativas internacionais que defendem que a velhice deve ser afastada de qualquer associação com quadro de doenças. Ademais, contraria a própria OMS ao atribuir ao período entre 2020-2030 a Década do Envelhecimento Saudável e à Campanha Global de Combate ao Ageísmo. (Art. 230, da CF e Art. 8o do Estatuto do Idoso).

Não podemos deixar que a mentalidade ultrapassada, as ações discriminatórias e estigmas preconceituosos reduzam essa etapa, tão importante de nossa vida, a uma doença. Nos, Idosos Republicanos, defendemos que cada um dos indivíduos idosos, com suas características e eventuais limitações, merece respeito. Morrer de velhice representa uma conquista: o fim de uma etapa natural da existência de um ser humano.

Por isso, repudiamos qualquer prática de violência sob o manto velado do preconceito. O envelhecimento faz parte da vida. É uma conquista. Não é doença. O preconceito, sim, é uma chaga social que precisa ser combatido.

Mensagem do secretário nacional do Idosos Republicanos, deputado federal Ossesio Silva

 

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