Recém-chegada ao Republicanos, Eudiane Macedo se destaca no RN

Recém-chegada ao Republicanos, Eudiane Macedo se destaca no RN

Deputada estadual se aproxima da sociedade e recebe a população em seu gabinete durante todo o mandato

Publicado em 16/12/2019 - 00:00

Recém-filiada ao Republicanos, a deputada estadual Eudiane Macedo tem atuado para garantir melhorias na saúde e contemplar comunidades da capital e do interior onde o poder público não chega com frequência. Com a experiência de quem foi vereadora, Eudiane mantém diálogo constante com a população e faz questão de receber os cidadãos em seu gabinete.Defensora de bandeiras como saúde, mulheres e idosos, a deputada também tem lutado para facilitar o acesso das pessoas às moradias.  Recentemente, a republicana esteve em Brasília, na Secretaria Nacional de habitação, para resgatar projeto que permite a construção de casas populares no Rio Grande do Norte. A iniciativa, que estava praticamente perdida, vai, agora, contemplar 60 cidades.

À Arco, Eudiane falou sobre seu ingresso na política, no Republicanos e sobre o seu compromisso de continuar defendendo os interesses da sociedade potiguar.

Entrevista

Arco – Quem é Eudiane Macedo e quais suas expectativas no Republicanos?

Eudiane Macedo – Nasci em Natal, em maio de 1980. De origem simples, estudei toda a minha vida em escola pública. Aos 14 anos, comecei a trabalhar no comércio. Depois fui para o ramo de supermercados, onde comecei como demonstradora de produtos, passando por promotora de vendas até chegar a coordenadora de marketing em uma multinacional. Nossas expectativas são as melhores em relação ao Republicanos. Fui muito bem recebida no partido e me identifico com as bandeiras sociais e de valorização do ser humano defendidas pela legenda.

Arco – Como entrou na vida política?

Eudiane Macedo – Em 2008, fui candidata a vereadora pela primeira vez, não me elegendo. Em 2012, fui novamente candidata e me elegi vereadora em Natal. Meu objetivo sempre foi fazer na atividade política o trabalho que esperava dos políticos, dando visibilidade à população dos conjuntos e loteamentos localizados na região Norte da capital. Na Câmara Municipal de Natal, imprimi um novo modelo de trabalho, operacional, indo pessoalmente às secretarias municipais em busca da efetivação de melhorias sobretudo para as comunidades mais carentes das ações dos poderes públicos. Em 2016, fui reeleita com 4.922 votos, mais que o dobro da primeira votação. Até que, em 2018, vimos que o mandato de deputada estadual era algo possível, embora alguns desacreditassem, e fui eleita com 22.333 votos.

Arco – Quais foram as ações efetivas desde seu primeiro mandato, ainda como vereadora?

Eudiane Macedo – Sou autora de leis municipais como a que determina o uso de fones de ouvido pelos usuários de transporte público, ao utilizarem aparelhos celulares e equipamentos de áudio, instituiu a Semana Municipal de Prevenção do Diabetes, o Dia Municipal de Conscientização da Violência Contra o Idoso, o Programa Amigo da Saúde do Idoso, a Comenda Aluno Nota Dez e a Escola Aberta aos finais de semana para grupos culturais. Além disso, promovemos ações de conscientização da população, por meio de distribuição de panfletos informativos sobre saúde, educação, meio ambiente, entre outros temas. Nosso mandato é parceiro de projetos sociais voltados para a prática esportiva e consciência cidadã, como o Sarney em Defesa (aulas de jiu-jitsu), Zendokan (aulas de karatê) e Futuro do Natal: livro nas mãos e bola nos pés, de futebol.

Arco – Quais têm sido as bandeiras defendidas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte?

Eudiane Macedo – Defendo as comunidades da capital e dos municípios nos quais o poder público ainda falha, também os direitos das mulheres, dos idosos, da criança e do adolescente. Sou membro da Comissão de Saúde, então essa também tem sido uma área bastante trabalhada por nosso mandato. Meu perfil é do diálogo e da conciliação. E é isso que temos buscado na Comissão de Saúde. Não sou médica, mas trago a experiência de ter sido usuária do SUS, ou seja, conheço de perto as necessidades do sistema de saúde, suas deficiências.

Arco – Como os municípios potiguares têm sido beneficiados por meio de sua atuação?

Eudiane Macedo – Temos contato permanente com lideranças e amigos nos municípios. Nosso mandato é conhecido por ter as portas abertas do começo ao fim. Então, praticamente todos os dias recebo pessoas em nosso gabinete e isso se traduz em ofícios e requerimentos direcionando solicitações às secretarias competentes como por exemplo solicitação de obras de infraestrutura nas estradas, em escolas até aumento de efetivo policial. A habitação é também uma bandeira do nosso mandato. Fomos a Brasília, na Secretaria Nacional de habitação, resgatar projeto para construção de casas populares no nosso estado que estava praticamente perdido e que vai contemplar 60 cidades e também para regularização fundiária, para dar a segurança do documento de propriedade de casas construídas em gestões passadas.

Arco – E quanto às propostas de lei?

Eudiane Macedo – Quanto aos projetos de Lei, que beneficiam toda a população do Rio Grande do Norte, foram mais 20, dentre os quais destacam-se: Escola Aberta aos Grupos Culturais, Programa de Atendimento à Mulher Desempregada Chefe de Família, Aplicativo SOS Mulher, Tempo de Despertar para homens agressores, afixação de cartaz informativo nos transportes públicos sobre o crime de importunação sexual, fim da taxa de cobrança de religação de serviços públicos, prazo máximo de 30 dias para realização de exames por pacientes em tratamento contra o câncer, inclusão do símbolo do transtorno do espectro autista nas placas de atendimento prioritário e campanha de conscientização “Idosos Órfãos de Filhos Vivos” sobre a orientação e conscientização de cuidados aos idosos e suas consequências.

Arco – Com sua experiência de quem tem feito a diferença na política, o que é preciso para ampliar a participação das mulheres na político-partidária?

Eudiane Macedo – Uma maior participação das mulheres na política passa, em primeiro lugar, pela desconstrução da cultura machista. Antes de pensar em ocupar espaços na política, a mulher precisa dar conta de uma série de tarefas que os homens, em sua maioria, não enxergam como atribuições suas também, como por exemplo a educação dos filhos e os cuidados com a casa. Então não faz o menor sentido dizer que as mulheres não participam da política porque não querem. Além disso, os partidos políticos e os parlamentos ainda são ambientes muito mais ocupados por homens do que por mulheres. O que termina tornando muitos desses espaços, em certa medida, hostis às mulheres. Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, somos apenas três mulheres dentre os 24 deputados. Precisamos provar diariamente que temos competência para estarmos ocupando esse lugar. Por fim, os partidos políticos têm papel fundamental, apoiando verdadeiramente o desenvolvimento de lideranças femininas, oferecendo cursos contínuos de formação de lideranças, e não se limitando a preencher uma nominata de mulheres sem dar as condições para que essas candidaturas sejam verdadeiramente competitivas. Isso passa também pela participação de mulheres nos cargos de deliberação dos partidos.

Por Flávia Urbano / Ascom – deputada estadual Eudiane Macedo 
Edição: Agência Republicana de Comunicação (ARCO)

 

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