Indígenas poderão ter direito a nome de sua etnia na identidade

Indígenas poderão ter direito a nome de sua etnia na identidade

“A medida representa um avanço no reconhecimento e prestígio aos costumes e tradições das comunidades indígenas”, avalia o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), relator do projeto

Publicado em 10/10/2019 - 00:00

Indígenas poderão ter direito a nome de sua etnia na identidade
“A medida representa um avanço no reconhecimento e prestígio aos costumes e tradições das comunidades indígenas”, avalia o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), relator do projeto

Brasília (DF) – A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, na quarta-feira (9), o relatório do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 161/2015, que altera a Lei de Registros Públicos para assegurar a qualquer indígena o direito à indicação da sua etnia expressa em certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de identidade.

O projeto de autoria do senador Telmário Mota garante a população indígena do Brasil conquistar o direito de incluir o nome de sua etnia em seus documentos de identificação, bastando requerer o acréscimo, sem necessidade de comprovar a origem étnica.

A proposta contou com avaliação favorável do senador Mecias, que acredita que o autor visa corrigir um grande aborrecimento burocrático infligido aos indígenas, que, para comprovarem a sua condição perante instituições públicas para os mais diversos efeitos, precisam obter o Registro Administrativo de Nascimento Indígena (RANI), expedido pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

“A medida representa um avanço no reconhecimento e prestígio aos costumes e tradições das comunidades indígenas. A possibilidade de inserção das referências à origem e etnia das pessoas indígenas nos registros de nascimento, casamento e óbito, bem como na carteira de identidade, tem um papel fundamental na afirmação cultural dos povos indígenas perante os mecanismos formais de reconhecimento e exercício da cidadania brasileira”, disse Mecias de Jesus.

O relator acatou três emendas já aprovadas na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que promoveram ajustes técnicos. Se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o projeto segue para a Câmara dos Deputados.

Texto e foto: Ascom – Senador Mecias de Jesus  
Edição: Agência Republicana de Comunicação (Arco)

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